Cármen Lúcia afirma envergonhada com crise no STF e pede desculpas

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Em sessão do STF dedicada a abrir investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, a ministra Cármen Lúcia afirmou estar envergonhada com a forma como a Corte tem sido percebida, apontando mal-estar cívico e espetacularização. Ela pediu desculpas e ressaltou que, a menos de 20 dias da eleição, o país merece tranquilidade. Palavras-chave: STF; Cármen Lúcia; Moraes; Petição 16.662; eleições.

A ministra Cármen Lúcia disse, nesta terça-feira (15), estar “envergonhada” com a situação vivida pelo Supremo Tribunal Federal durante o julgamento da Petição 16.662, durante a sessão que analisa a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, marcada por discussões entre integrantes da Corte.

“Eu me sinto um pouco até envergonhada, presidente, de, no momento em que o Brasil está a menos de 20 dias da eleição, estarem todos voltados a questões do Supremo”, declarou.

Cármen Lúcia afirmou que o Judiciário deveria contribuir para tranquilizar a população, mas avaliou que o STF acabou produzindo o efeito contrário nos últimos dias. Ela também pediu desculpas ao presidente da Corte, aos demais ministros e aos brasileiros por considerar que poderia ter adotado uma postura diferente para ajudar a reduzir a tensão.

“Eu peço desculpa ao povo brasileiro por talvez ter esperado de mim uma postura diferente, mas acho que todos nós aqui queríamos a mesma coisa, que era tentar resolver e as questões não foram resolvidas e foram crescendo demais”, disse.

A ministra também mencionou a repercussão dos acontecimentos fora do tribunal. Segundo Carmen, passou a encontrar referências à crise do STF em locais do cotidiano e nos telejornais, enquanto a população deveria estar concentrada nas eleições. Para ela, houve uma “espetacularização” dos casos em análise pelo Supremo. “Faz mal não apenas ao Supremo nem ao Poder Judiciário, faz mal ao país”, afirmou.

Cármen Lúcia também negou ter sofrido pressões para votar em determinado sentido. Disse ter conversado com Alexandre de Moraes, André Mendonça e o presidente do STF, mas afirmou que ninguém lhe pediu voto. A ministra votou com o presidente por ser “excessivamente institucional”.

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