Resumo: PF e PCGO deflagraram a Operação Voo Cancelado contra grupo suspeito de usar aeronaves de pequeno porte para transportar cocaína entre Bolívia e o Brasil. Sete prisões preventivas e 14 buscas são cumpridas em Goiás, Minas Gerais, Pará e Maranhão; cinco aviões foram apreendidos.
Contexto: investigações apontam financiamento, aluguel de aeronaves, recrutamento de pilotos e distribuição da droga; há indícios de ocultação de recursos do tráfico.
Desdobramentos: ação teve início após a apreensão de cerca de 150 kg de cocaína desembarcados em Trindade (GO); diligências apontam uma estrutura organizada para o transporte.
A Polícia Federal (PF) e a Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagraram, nesta quinta-feira, 17 de setembro, a Operação Voo Cancelado, com o objetivo de desarticular grupo suspeito de usar aeronaves de pequeno porte para transportar cocaína da Bolívia para o Brasil. Ao todo, foram expedidos sete mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão em quatro estados: Goiás, Minas Gerais, Pará e Maranhão. Cinco aeronaves foram apreendidas, além de bloqueios patrimoniais vinculados aos investigados.
Segundo as investigações, o esquema envolvia a divisão de funções, com o financiamento das operações, disponibilidade de aviões, recrutamento de pilotos, aquisição da droga e organização do transporte até o destino. Outros integrantes atuariam na distribuição da cocaína, completando a cadeia criminosa.
A apuração teve início após a apreensão de cerca de 150 kg de cocaína que teriam chegado por via aérea e desembarcado em Trindade, em Goiás. A cooperação com a Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) permitiu mapear a estrutura da organização criminosa e seus passos operacionais.
Desdobramentos apontam a associação de pelo menos cinco aeronaves e seis operações aéreas ligadas ao grupo. Ainda há indícios de que parte dos recursos do tráfico tenha sido ocultada, e as investigações continuam para confirmar a participação de outras pessoas e dimensionar a atuação da organização.
Fonte: informações apuradas pela Polícia Federal e pela Polícia Civil de Goiás, com desenvolvimento das investigações. As autoridades não divulgaram novos detalhes sobre prisões ou identidades neste momento.

