PF investiga ACM Neto e realiza buscas ligadas a ‘Rei do Lixo’

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Belo Horizonte recebe a décima fase da Operação Overclean, com 24 mandados de busca e apreensão em seis estados, mirando contratos da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte (2024-2025). Alvos incluem ex-secretário Bruno Barral, empresários ligados ao “Rei do Lixo” e os irmãos Parente; ACM Neto também é citado na investigação, mas não é alvo dos mandados. PF aponta indícios de fraude e lavagem de dinheiro; operação segue em andamento.

Belo Horizonte – A Polícia Federal deflagrou a décima fase da Operação Overclean, que cumpre 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo. O foco da ação são contratos firmados pela Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte para fornecimento de serviços e materiais didáticos entre 2024 e 2025.

Entre os alvos da operação estão o ex-secretário municipal Bruno Barral, o empresário José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, e os irmãos Fábio e Alex Parente. A investigação também envolve o político ACM Neto (União Brasil), candidato ao governo da Bahia, que chegou a ser citado em diligências; no entanto, segundo a PF, ele não é alvo dos mandados cumpridos nesta quinta-feira.

A PF já revelou que Bruno Barral volta a figurar no radar da corporação após ter sido afastado da Educação de Belo Horizonte durante a terceira fase da Overclean. Antes de assumir a pasta na capital mineira, Barral atuou como secretário de Educação de Salvador na gestão de ACM Neto. A linha de apuração verifica se Barral integrou uma estrutura capaz de favorecer empresas ligadas a Moura e aos Parente em contratos na cidade.

Segundo informações da força policial, Moura e os irmãos Parente já haviam sido presos na primeira fase da operação, em dezembro de 2024, e liberados posteriormente mediante medidas cautelares. Em agosto deste ano, Moura e outras 24 pessoas foram indiciadas pela PF em uma das frentes da investigação.

Uma das linhas da Overclean investiga se empresários ofereceram um conjunto de empresas para participar de licitações públicas, inclusive com uso de emendas parlamentares, com possível retorno financeiro ilícito. A etapa atual busca esclarecer como empresas ligadas aos investigados teriam obtido contratos na Educação de Belo Horizonte e se houve direcionamento de procedimentos.

De acordo com a PF, os fatos apurados podem configurar crimes contra a administração pública, fraude em licitações, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A investigação permanece em andamento e não há conclusão sobre responsabilidade criminal dos envolvidos.

ACM Neto
ACM Neto em imagem publicada no Instagram. Crédito: @acmnetooficial/Reprodução/Instagram

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