Blumenau, SC — O TRF-4 decidiu, em 27 de agosto de 2026, pela perda do cargo e pela disponibilidade do juiz federal Eduardo Appio, afastado desde 2025 após acusação de furtar duas garrafas de Moet & Chandon de um supermercado da cidade; os episódios ocorreram em 2025. A decisão ainda será apreciada pelo CNJ.
TRF-4 informou que a decisão de perda do cargo e disponibilidade foi proferida pela Corte Especial Administrativa do tribunal nesta quinta-feira (27/08/2026) e que o caso deverá passar pela análise do CNJ, conforme regras de supervisão de magistrados.
Os episódios ocorreram em 20 de setembro e 4 de outubro de 2025; o juiz Eduardo Appio teria furtado duas garrafas de Moet & Chandon, avaliadas em cerca de R$ 400 cada, totalizando aproximadamente R$ 800.
Afastamento do magistrado foi iniciado quando as suspeitas vieram a público; a decisão atual centra-se na apuração administrativa, com encaminhamento ao CNJ para exame de eventual confirmação de perda do cargo.
Sobre Appio: em fevereiro de 2023, ele assumiu a 13ª Vara Federal de Curitiba, unidade que concentrou os principais processos da Operação Lava Jato, substituindo o então juiz Sergio Moro.
O magistrado também ganhou notoriedade ao questionar a atuação de Moro durante a operação e fez críticas ao trabalho do procurador Deltan Dallagnol, integrando o grupo de trabalho na cidade de Curitiba.
A coluna tentou localizar a defesa do juiz para comentários, mas, até o fechamento desta matéria, não houve retorno.
