Resumo: Teixeira de Freitas (BA) registra a morte de Kassandra Berto Matos Souza, 23, após quase seis meses de internação. Ela lutava contra complicações hepáticas e não conseguiu transferência para uma unidade especializada, mesmo com apelos da família. O caso reacende o debate sobre regulação de leitos no estado.
Crédito: “Liberdade News”
Teixeira de Freitas, Bahia — A jovem Kassandra Berto Matos Souza, 23, faleceu nesta segunda-feira, 31 de agosto, no Hospital Estadual Costa das Baleias (HECB), em Teixeira de Freitas, após quase seis meses de internação em diferentes unidades da região.
A internação da jovem teve início no Hospital Municipal de Teixeira de Freitas e prosseguiu com transferência para o HECB, no contexto de uma batalha da família pela continuidade do tratamento.
Em vídeo divulgado pela família, o irmão de Kassandra relatou que a paciente apresentava problemas nas veias hepáticas, com acúmulo de líquido que comprometia o funcionamento do fígado.
Ainda de acordo com os relatos, médicos teriam dito que a capacidade de atendimento no HECB já não seria suficiente diante da gravidade do quadro, elevando a expectativa de uma transferência para uma unidade especializada. Contudo, o tempo passou sem a efetivação do encaminhamento.
Pela manhã e pela tarde desta segunda-feira, a equipe do Liberdade News acompanhou a família no hospital, ouvindo que Kassandra possivelmente havia sido entubada diante da piora de sua condição.
A reportagem manteve contato com a direção do HECB e com a assessoria de comunicação do Instituto Fernando Filgueiras (IFF), responsável pela gestão da unidade. Foi informado que a instituição buscava informações oficiais sobre o caso.
Por volta das 17h50, a equipe confirmou o óbito de Kassandra, encerrando uma sequência de meses de internação e apelos públicos.
Perguntas que precisam ser respondidas
Por que Kassandra não conseguiu ser transferida para uma unidade com capacidade para realizar o tratamento especializado de que necessitava?
Quando a solicitação de transferência foi inserida no sistema de regulação?
Qual era a classificação de prioridade da paciente?
Para quais unidades o pedido foi encaminhado?
Houve negativa por falta de vaga?
Durante quanto tempo Kassandra permaneceu efetivamente aguardando essa transferência?
Responsabilidades e transparência
São perguntas que o Governo do Estado da Bahia, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), precisa esclarecer para entender as circunstâncias da transferência e do atendimento.
Caso de Kassandra Berto Matos Souza, 23, na Bahia, levanta dúvidas sobre a regulação de transferências para tratamento especializado. A família afirma que a transferência não ocorreu a tempo, contribuindo para o falecimento. Autoridades devem esclarecer falhas no processo; reportagem do Liberdade News, parceiro do PrimeiroJornal, acompanha o desfecho.
Bahia – A Central Estadual de Regulação e a administração do HECB precisam esclarecer publicamente o desfecho de um caso que envolve uma jovem hospitalizada e a transferência para atendimento especializado. Segundo informações divulgadas pelo Liberdade News, parceiro do PrimeiroJornal, a família de Kassandra Berto Matos Souza, 23 anos, afirma ter buscado os serviços de regulação sem sucesso a tempo de evitar a morte.
A reportagem apura que a responsabilidade específica pelo desfecho deve ser identificada a partir de prontuários, registros de regulação e demais documentos médicos disponíveis. O que se sabe, até o momento, é que houve atraso na transferência para o atendimento de maior complexidade, o que, de acordo com a família, agravou o quadro clínico.
A família, amigos e defensores do sistema público de saúde cobram transparência de órgãos estaduais. Enquanto a apuração avança, a transferência solicitada não ocorreu dentro do tempo necessário, de modo que a fatalidade se tornou um marco de debate sobre a eficiência da rede de regulação de saúde no estado da Bahia.
O Liberdade News acompanhou de perto a dor das famílias e informou que continuará buscando explicações sobre o que ocorreu durante a internação, quais providências foram adotadas para a transferência e por que o atendimento especializado não chegou a tempo.
A gestão pública manteve espaço aberto para manifestações da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, do Governo do Estado e do Instituto Fernando Filgueiras, com a promessa de eventuais esclarecimentos oficiais que poderão ser acrescentados à matéria.
Kassandra Berto Matos Souza tinha 23 anos, era filha, tinha amigos e uma vida pela frente. A reportagem reforça a necessidade de apurar falhas, identificar responsáveis e evitar que o tempo de espera pela transferência se repita em casos semelhantes.

Crédito: Liberdade News
