Resumo:
Paulo Figueiredo publica ao menos quatro ataques contra a Agência Pública e a diretora Natalia Viana nos últimos 10 dias, após a agência procurá-lo para posicionamento sobre duas reportagens.
A matéria revela doação de US$ 10 mil à deputada Elvira Salazar, mês antes de pleito para penalizar o ministro Alexandre de Moraes; a outra, em parceria com o ICL Notícias, analisa o estilo de vida de Figueiredo e do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos EUA.
As publicações contêm ofensas à equipe e à diretora, com Eduardo Bolsonaro compartilhando uma postagem no X e ampliando a repercussão.
Palavras-chave: Paulo Figueiredo; Agência Pública; Natalia Viana; Eduardo Bolsonaro; Elvira Salazar; ICL Notícias; desinformação.
O influenciador Paulo Figueiredo publicou ao menos quatro ataques contra a Agência Pública e a diretora executiva Natalia Viana, nos últimos dez dias, depois que a própria agência o procurou para obter posicionamento sobre duas reportagens. As publicações ampliaram a repercussão de um confronto entre o veículo e o influencer, que vem sendo monitorado pela equipe da Pública.
Uma das reportagens revelou que Figueiredo doou US$ 10 mil à deputada republicana Elvira Salazar, valor máximo permitido, cerca de um mês antes de Salazar apresentar um projeto para penalizar o ministro Alexandre de Moraes. A segunda matéria, produzida em parceria com o ICL Notícias, analisou o padrão de vida e o estilo adotado por Figueiredo e pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Nas publicações, o influencer usou o termo “agência puta” para se referir à Agência Pública e direcionou ofensas à equipe e à Natalia Viana. Ele também enviou mensagens consideradas irônicas e agressivas à diretora. Eduardo Bolsonaro compartilhou uma das publicações de Figueiredo na rede social X, ampliando a repercussão dos ataques.
Segundo informações da Agência Pública, os episódios integram uma sequência anterior de ataques contra jornalistas da organização. Em abril de 2024, Eduardo Bolsonaro e aliados teriam promovido uma campanha de desinformação contra o veículo após uma reportagem sobre sua articulação por retaliações ao Brasil. Na ocasião, Eduardo Bolsonaro e Figueiredo teriam acusado a Agência Pública de ser “a mídia de George Soros” e passaram a expor a repórter responsável pela publicação.
