Resumo: A Petrobras reajustou o preço do Querosene de Aviação (QAV) em média 13,9% a partir desta terça-feira (1º). O litro subirá em média R$ 0,68, com variações regionais entre R$ 5,44 e R$ 5,70. O aumento é atribuído à guerra no Oriente Médio e à instabilidade no Estreito de Ormuz. A estatal retomou o parcelamento dos reajustes para distribuidoras e mantém participação de cerca de 85% na produção de QAV no Brasil.

A Petrobras anunciou o reajuste médio de 13,9% no preço do Querosene de Aviação (QAV), com a vigência começando nesta terça-feira (1º). O novo piso para o combustível utilizado por aeronaves e helicópteros indica um acréscimo de, em média, R$ 0,68 por litro, variando entre R$ 5,44 a R$ 5,70 por litro nas refinarias distribuídas pelo país.
Por contrato, o preço do QAV vendido às distribuidoras é reajustado sempre no dia 1º de cada mês. O QAV é utilizado por aviões e helicópteros e representa cerca de 30% das despesas operacionais das companhias aéreas brasileiras, conforme a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
Desde o início do ano, o QAV acumula alta de 53,3%, equivalente a R$ 1,94 a mais por litro. A Petrobras atribui o reajuste à elevação das cotações internacionais do querosene, impulsionada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Com o desencadeamento da guerra entre Estados Unidos e Irã, em 28 de fevereiro, a cadeia logística da indústria do petróleo sofreu perturbações que contribuíram para a espiral de preços. A instabilidade no Estreito de Ormuz, passagem marítima crítica ao sul do Irã, é apontada como o principal motor. Antes do conflito, cerca de 20% da produção global de petróleo/gás passava pela região, o que ajudou a sustentar a elevação de preços com a menor oferta.
Parcelamento:
em abril, o QAV subiu 55%; em maio, houve alta de 18%. Para amenizar o impacto, a Petrobras permitiu o parcelamento do reajuste pelas distribuidoras. Houve períodos de queda em junho e julho, quando houve aproximação entre EUA e Irã, mas agosto fechou com alta de 1,9% e setembro repetiu o movimento.
A empresa afirma que o preço no Brasil segue uma fórmula paramétrica contratual que funciona como amortecedor de curto prazo, gerando reajustes mais moderados do que os observados nos mercados internacionais. Em setembro, a estatal retomou o programa de parcelamento, permitindo que as distribuidoras parcelem o aumento em três parcelas mensaisgarantido.
Cadeia de venda: a Petrobras comercializa o QAV produzido nas refinarias ou importado para as distribuidoras, que, por sua vez, transportam o combustível para aeroportos e revendedores. A estatal mantém participação de cerca de 85% da produção, em um mercado que, no entanto, permanece aberto à concorrência para outras produtoras/importadoras.

