Resumo
Indústria brasileira avança 0,2% de junho para julho de 2026, segundo a PIM do IBGE.
Ganho puxado por bens de consumo duráveis e de capital; 69,6% dos 789 produtos em alta.
Acumulado de 2026 é 1,1% e nos últimos 12 meses chega a 0,6%.
Em comparação com julho de 2025, houve queda de 0,5%.
Brasil – A indústria brasileira fechou julho de 2026 com alta de 0,2% ante junho, conforme divulgação da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado interrompe uma sequência de quedas e sinaliza uma recuperação moderada na atividade da indústria.
Desempenho por setores – Na leitura por grandes categorias, três dos quatro grupos econômicos apresentaram avanço entre junho e julho: bens de consumo duráveis (+3,2%), bens de capital (+2,4%) e bens de consumo semi e não duráveis (+0,5%). Já bens intermediários recuaram 0,2%.
Atividades monitoradas – Entre as 25 atividades acompanhadas pelo IBGE, treze registraram altas no período. Destaques: equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (+12,2%), outros equipamentos de transporte (+11,2%), produtos do fumo (+11,1%), coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (+1,1%), produtos alimentícios (+1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (+2,3%) e confeção de vestuário e acessórios (+2,6%).
Impactos negativos – O saldo negativo ficou concentrado na indústria extrativa, que caiu 1%. Outras contribuições negativas relevantes vieram de impressão e reprodução de gravações (-17,2%), produtos diversos (-9,0%), metalurgia (-1,4%), produtos químicos (-0,8%) e celulose, papel e produtos de papel (-1,3%).
Índice de difusão – O indicador apontou que 69,6% dos 789 produtos pesquisados mostraram desempenho positivo de junho para julho, o segundo melhor resultado do ano, atrás apenas de março (80,6%).


