Resumo: Maduro, preso em Nova York há oito meses, pediu imunidade como chefe de Estado para rejeitar acusações de narcoterrorismo em tribunal federal de Manhattan. A defesa alega falta de jurisdição dos EUA; a esposa dele, Cilia Flores, também está detida. Caso a defesa não obtenha sucesso, o julgamento está marcado para 1º de junho de 2027. Maduro permanece custodiado no Brooklyn.
Nova York — Preso há oito meses, Nicolás Maduro pediu à Justiça dos Estados Unidos que rejeite as acusações de narcoterrorismo, alegando imunidade como chefe de Estado de uma nação soberana. A defesa sustenta que a jurisdição americana não tem competência para julgá-lo, posição também defendida para Cilia Flores, sua esposa, que permanece detida nos EUA, conforme documento apresentado pelo advogado dele, Barry Pollack.
Maduro é acusado de quatro crimes, incluindo narcoterrorismo. Caso a tentativa de arquivar o processo não tenha sucesso, ele terá de comparecer ao tribunal para o julgamento em 1º de junho de 2027. O líder venezuelano permanece detido em uma prisão federal no Brooklyn desde o início do caso.
As acusações, apresentadas em um tribunal federal em Manhattan, foram usadas como justificativa para a incursão militar dos EUA em Caracas e para a captura de Maduro e de sua esposa em janeiro. O venezuelano permanece na condição de inocente até manifestação constitucional em contrário.
