Resumo: STF avalia transferir a relatoria de investigações envolvendo o Banco Master e o INSS para a presidência da Corte, buscando desescalar o atrito entre Mendonça e Moraes. A estratégia, citada pela Folha de S.Paulo, visa centralizar casos e reduzir tensões internas. Fachin cobra informações formais de autoridades em até cinco dias. Fonte: Folha de S.Paulo, parceira do PrimeiroJornal.
O presidente do STF Edson Fachin avalia transferir a relatoria de investigações que envolvem o Banco Master e o INSS para a presidência da Corte, em movimento para desacelerar o conflito institucional entre André Mendonça e Moraes.
Segundo informações da Folha de S.Paulo, parceira do PrimeiroJornal, Fachin reuniu seus auxiliares no domingo (6) para alinhar a condução deste cenário inédito, com a leitura de que centralizar os processos na presidência pode conter os ânimos entre as alas que apoiam Mendonça e Moraes.
A articulação da presidência ganhou impulso antes de Mendonça determinar, nesta terça-feira (8), o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, cuja ordem foi levada a julgamento pela Segunda Turma do STF e formou maioria pela manutenção, mas teve a análise suspensa após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
Em resposta, diretores da Polícia Federal puseram seus cargos à disposição, em meio ao desgaste público que se intensificou após Mendonça derrubar o sigilo de mensagens atribuídas ao Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, enviadas a Moraes dias antes de sua prisão, em novembro de 2025.
Em reação, Moraes abriu apuração contra Mendonça com base em relatório interno da PF. A investigação de Moraes contra Mendonça, contudo, foi retirada do inquérito das fake news por determinação do próprio Fachin.
O presidente do STF também cobrou informações formais em até cinco dias de Mendonça, Moraes, do procurador-geral da República Paulo Gonet e de Andrei Rodrigues sobre as circunstâncias dos relatórios produzidos.
Em declarações, Fachin afirmou que a resposta da instituição será “firme, proporcional e rigorosa”, destacando como metas a aprovação de um código de ética no tribunal e o encerramento do inquérito das fake news.
