Brasil avança no PISA mas 70% dos alunos não dominam matemática básica

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: PISA 2025 mostra Brasil abaixo da média da OCDE em leitura (408), matemática (377) e ciências (409). Médias da OCDE: 466/469/486. Participação brasileira com 30.140 estudantes; domínio digital RPFC é novidade, com resultados de autorregulação chegando apenas em 2027. INEP e MEC estão à frente na divulgação.
Palavras-chave: PISA 2025, Brasil, OCDE, Inep, RPFC, Aprendizagem no Mundo Digital, ciências, leitura, matemática.

Brasil: a edição de 2025 do PISA foi divulgada pela OCDE nesta terça-feira (8) e analisa o desempenho de estudantes de 15 anos em leitura, matemática e ciências. No país, os resultados ficaram abaixo da média das nações da OCDE, conforme dados apresentados pelo INEP, autarquia vinculada ao MEC.

No conjunto brasileiro, as notas ficaram em 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. A média da OCDE nessas áreas é, respectivamente, 466, 469 e 486. Seguindo a regra de que cada 20 pontos equivalem a um ano escolar, o Brasil continua com atraso de cerca de 4,6 anos na matemática em comparação aos membros da OCDE.

A comparação entre 2006 e 2025 revela que a distância em desempenho diminuiu consideravelmente. Em leitura, a diferença caiu de 102 para 58 pontos; em matemática, de 131 para 92; e em ciências, de 113 para 77.

A sondagem de 2025 envolveu 760 mil estudantes de 91 países. O Brasil participou com 30.140 alunos, sendo que 72,4% vinham de escolas estaduais, 96,9% situados em áreas urbanas; e 84,7% estavam no ou 2º ano do Ensino Médio na época das provas, aplicadas entre abril e maio de 2025.

Nesta edição, o foco principal foi o letramento em ciências, o que resultou na maior evolução em comparação ao ciclo anterior (2022), com a nota subindo de 403 para 409 pontos. Ainda segundo o estudo, 7 em cada 10 alunos brasileiros não conseguem realizar operações simples de matemática.

O Pisa é aplicado pelo INEP, autarquia vinculada ao MEC. A edição de 2025 marca o nono ciclo da avaliação desde o lançamento do programa, em 2000, quando o Brasil aderiu ao Pisa. Além disso, foi introduzido o domínio “Aprendizagem no Mundo Digital”, que engloba RPFC (Resolução de Problemas com Ferramentas Computacionais) e Processos de Aprendizagem Autorregulada; os resultados de RPFC aparecem já, com 406 pontos para o Brasil, abaixo da média OCDE de 500. Os dados sobre Autorregulação da Aprendizagem devem ser divulgados apenas em 2027.

Conforme divulgado pela OCDE, os resultados completos de autorregulação serão disponibilizados em fases futuras, mantendo o foco da análise em como estudantes recorrem a ferramentas digitais para resolver problemas. O relatório completo continua a ser aguardado para consolidar as diferenças regionais e setoriais no Brasil.

Resumo: Brasil participa do PISA 2025, avaliação internacional coordenada pela OCDE. Dados do MEC indicam que 81% dos estudantes de 15 anos estudados estavam em escolas com restrições ao uso de celulares, contra 37% em 2022. A média da OCDE ficou em 49%. O estudo avalia competências para a vida cívica e econômica, com adesão do Brasil ainda sob processo institucional.

Brasil, em divulgação do PISA 2025, avaliação internacional coordenada pela OCDE, registrou que 81% dos estudantes de 15 anos avaliados frequentavam escolas com restrições ao uso de celulares, ante 37% observados em 2022, conforme dados do MEC.

A proporção brasileira ficou bem acima da média da OCDE, que ficou em 49%. Segundo o MEC, o resultado está alinhado a evidências de que regras contra distrações digitais reduzem distrações em sala de aula.

O PISA, coordenado pela OCDE, é o maior estudo educacional do mundo, aplicado a cada três anos a estudantes de 15 anos para avaliar conhecimentos e habilidades relevantes para a participação na vida social e econômica. O ciclo mais recente foi realizado em 2025, após o calendário ter sido reajustado pela pandemia de COVID-19: a edição prevista para 2021 ocorreu em 2022 e a prevista para 2024 foi transferida para 2025.

A OCDE reúne 38 países e, além do PISA, produz estudos, estatísticas e recomendações sobre políticas públicas, desenvolvimento econômico e social. O Brasil, embora não seja membro pleno, participa de programas da OCDE, incluindo o PISA.

Sobre adesão, a OCDE informou que o processo depende do cumprimento de uma série de requisitos e da aprovação dos países-membros. Em 2022, o Brasil recebeu o convite formal para iniciar a adesão, ainda que a entrada dependa do atendimento aos critérios estabelecidos pela organização.

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