TSE decide manter remoção de posts sobre Nossa Senhora por 3 a 2

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: TSE mantém decisão de excluir posts sobre a suposta retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Voto ficou em 3 a 2, com divergências sobre o alcance da remoção. Ministros discutem responsabilidade de mensagens e impacto institucional.

Palavras-chave: TSE, Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, desinformação, censura prévia, Mendonça, Cueva, Toffoli.

Contexto: Polêmica ganhou as redes e envolve possíveis vínculos com debates políticos nacionais.

Impacto: Decisão pode influenciar como tribunais interrompem conteúdos considerados desinformativos sem censura prévia.

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Julgamento de José Roberto Arruda no TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, em voto consolidado, a decisão de excluir posts e conteúdos que associem a polêmica de retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. O caso ganhou repercussão nas redes, com a suposta ligação a uma intenção do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), que negou qualquer projeto nesse sentido.

Participaram da decisão os ministros que votaram pela manutenção da medida tomada pelo relator, Mendonça, incluindo Nunes Marques e Dias Toffoli. Divergiram parcialmente os ministros Ricardo Cueva e Floriano de Azevedo Marques, que defenderam restringir a retirada apenas a conteúdos que atribuam a Flávio Bolsonaro atos concretos relacionados à intenção de retirar o título.

Por volta das 20h30, Mendonça apresentou um voto complementar, alinhando-se ao argumento de Cueva ao manter, entre outros, um post do ator Antonio Tabet que não citou nominalmente Flávio Bolsonaro.

“Assim, reconsidero parcialmente meu voto apenas nesse ponto, para assimilar, nessa extensão, a compreensão trazida pelo Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, a fim de preservar a publicação de Antonio Pedro Osorio Tabet”, escreveu o relator.

Indisponibilização de conteúdos previamente publicados e já reconhecidos como desinformativos não configura censura prévia, explicou Mendonça, destacando que a medida não impede futuras publicações nem exige autorização judicial para novas postagens.

O foco do debate é a possibilidade de manter a decisão inicial de Mendonça, que mirou um post de Tabet e foi estendida a outras publicações que mencionavam a hipótese de retirar o título.

Disseminação A análise colegiada busca evitar desgaste institucional e reduzir a escalada de disputas entre tribunais, que já geraram discussões nos bastidores e a necessidade de providências por parte das autoridades.

Resumo jornalístico: Boato envolvendo Nossa Senhora Aparecida e o candidato Flávio Bolsonaro ganha contornos judiciais no TSE e no STF, com remoções de publicações e reversões entre 27/9 e 28/9. Debate sobre liberdade de expressão e atuação dos tribunais.

Palavras-chave: Nossa Senhora Aparecida, Flávio Bolsonaro, STF, TSE, liberdade de expressão.

A polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida, destacada pela sua posição como Padroeira do Brasil, voltou às manchetes após a circulação de informações falsas que ligavam o candidato Flávio Bolsonaro a uma suposta tentativa de retirar o título da santa. No cenário político-judicial brasileiro, o caso envolveu ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF), com decisões relacionadas à remoção de conteúdos na internet e à defesa da imagem pública de figuras políticas.

A origem do episódio está na veiculação de uma notícia falsa que sugeria articulacões entre setores evangélicos para alterar o status da imagem de Nossa Senhora Aparecida, sem qualquer relação comprovada com o candidato. Ainda que o conteúdo tenha sido corrigido posteriormente, o conteúdo desse boato ganhou ampla circulação nas redes sociais. A narrativa também remete a um projeto de 2007, arquivado em 2008, que tratava do título da santa, sem relação direta com Flávio Bolsonaro.

Na esfera judicial, a campanha de Flávio Bolsonaro acionou o TSE buscando a remoção de publicações na internet. O ministro André Mendonça determinou a retirada de um post do humorista Antonio Tabet e, posteriormente, estendeu a ordem a conteúdos que vinculassem o candidato à suposta proposta — com previsão de multa para plataformas que descumprissem as determinações.

No domingo (27/9), a decisão anterior foi derrubada pelo ministro Flávio Dino, do STF, que ordenou a restauração de uma das publicações, argumentando que o post não citava Flávio Bolsonaro nominalmente. Dino também enfatizou a proteção constitucional à liberdade de expressão.

Na segunda-feira (28/9), o ministro Luiz Fux suspendeu a decisão de Dino, restabelecendo a ordem de remoção das publicações até que o plenário do STF analise o caso. O episódio provocou reação do presidente do TSE, Nunes Marques, que criticou a interferência do STF em decisões da Justiça Eleitoral.

O conjunto da situação evidencia o desafio de equilibrar a liberdade de expressão com a necessidade de conter conteúdos potencialmente ofensivos e enganosos na esfera pública, especialmente quando envolvem instituições religiosas e figuras políticas. A tramitação continuará sob o escrutínio dos tribunais superiores, com desdobramentos ainda a serem definidos.

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