11 de setembro: 25 anos após, imagens do ataque repercutem globalmente

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: 11 de setembro de 2001, ataques terroristas atingiram Nova York, o Pentágono e Shanksville, causando quase 3 mil mortes. Vinte e cinco anos depois, a memória permanece viva, com foco na cobertura midiática, no impacto sobre o jornalismo e na noção de “tempo congelado” transmitida ao vivo.

Nova York, EUA — Em 11 de setembro de 2001, ataques terroristas desencadearam uma das maiores tragédias da história moderna. Aviões sequestrados atingiram as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, enquanto outro Airbus atingiu o Pentágono em Washington. Um quarto avião caiu na região rural de Shanksville, Pensilvânia, totalizando quase 3 mil mortos e marcando de forma indelével a memória global daquelas horas.

Quase 25 anos depois, as imagens da tragédia, repetidas na televisão e, com o tempo, na internet, permanecem entre as cenas mais marcantes do século XXI. O registro audiovisual, exibido ao vivo, manteve o público conectado a cada segundo, mesmo diante da violência e da destruição que se desenrolavam diante de câmeras incessantemente ligadas ao planeta.

“Isso abriu uma ferida no olhar. Naquele dia, o olhar se tornou mutilado de guerra”, avalia Eugênio Bucci, professor da Escola de Comunicações e Artes da USP. O pesquisador aponta que a transmissão contínua criou uma marca psicológica global, gravada na memória coletiva de várias gerações.

“Tempo congelado” é como Bucci descreve a experiência: a TV ao vivo, e depois as plataformas digitais, passaram a oferecer momentos que parecem suspender o tempo, com a reprodução repetida mantendo a sensação de que se está vivendo novamente aquele instante catastrófico. “A televisão ao vivo desenvolveu essa possibilidade de congelamento do tempo”, afirma o pesquisador, destacando o impacto da forma como as imagens foram consumidas na era pré- e pós-internet.

Entre os relatos de memória, destaca-se o testemunho de Márcio Boruchowski, empresário brasileiro que trabalhava próximo às torres. Para ele, o som do impacto e a sequência de quedas ficaram gravados como um “barulho” de 100 andares rompendo o silêncio: “Pensa no maior barulho que você ouviu na sua vida e transforma isso em 1 minuto 40 segundos eternamente.”

A tragédia, que também transformou debates sobre segurança, terrorismo e jornalismo, continua a moldar a forma como a imprensa cobre eventos críticos. As lembranças não apenas preservam as vítimas, mas também orientam uma reflexão contínua sobre a responsabilidade de informar com precisão, contextualizar os fatos e tratar os acontecimentos com a devida difusão de responsabilidade e empatia.

Pedestrians react to the World Trade Center collapse

Crédito: Reuters/Richard Cohen/Arquivo

Resumo informativo: Khalid Sheikh Mohammed, líder de operações da Al-Qaeda, será julgado por tribunal militar em junho de 2028, acusado de planejar o sequestro de aviões que atingiram o World Trade Center e o Pentágono. A tragédia expôs cerca de 400 mil pessoas à poeira tóxica; a remoção de 1,8 milhão de toneladas de escombros levou oito meses. Colaboração de Gabriel Correa, Rádio Nacional.

Nova York, EUA — Khalid Sheikh Mohammed, apontado como mentor das ações da Al-Qaeda, deverá ser julgado por um tribunal militar em junho de 2028. Ele é acusado de planejar o seqüestro de aeronaves de passageiros que atingiram o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono.

Mohammed foi preso em 2003, no Paquistão, e desde 2006 está na base de Guantánamo, em Cuba. Além dele, responderão ao processo três co-réus: Walid Muhammad Salih Mubarak bin ‘Atash, Mustafa Ahmed Adam al Hawsawi e Ali Abdul Aziz Ali.

Osama Bin Laden, fundador e líder da rede, foi morto em 2011 pelas forças dos Estados Unidos em uma operação no Paquistão.

Entre os dados citados no caso, destaca-se a exposição de aproximadamente 400 mil pessoas à poeira tóxica causada pelos escombros. A remoção de cerca de 1,8 milhão de toneladas de destroços levou cerca de oito meses.

Conforme colaboração de Gabriel Correa, da Rádio Nacional, o processo tramita com foco na responsabilização dos envolvidos nas ações da Al-Qaeda.

Colaboração de Gabriel Correa, Rádio Nacional

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