Resumo jornalístico: O longa Meu nome é Gal chegou aos cinemas quase um ano após a morte de Gal Costa, viabilizado apenas por atender a uma condição imposta pela própria artista. A diretora Dandara Ferreira revelou, em entrevista ao podcast Desculpe Alguma Coisa, que Gal pediu discrição sobre aspectos de sua vida pessoal, incluindo a sexualidade. Gal Costa era casada com Wilma Petrillo, empresária que a acompanhou por 24 anos, conforme lembrou a diretora.
O que aconteceu – O filme só foi viável para chegar aos cinemas depois de atender a uma exigência formulada pela própria cantora, segundo relato da equipe de produção durante a entrevista. A decisão, compartilhada pela realizadora, apontou para o cuidado com temas sensíveis na biografia da artista.
A narrativa da diretora – Em conversa com o podcast, Dandara Ferreira confirmou que Gal pediu discrição sobre aspectos de sua vida pessoal, mantendo o tema afastado da linha narrativa principal. A gestora da obra enfatizou que a exigência tinha sentido, mesmo sendo um assunto amplamente conhecido pelo público.
Wilma Petrillo aparece como referência: a empresária com quem Gal viveu por 24 anos foi citada pela diretora como pessoa próxima à cantora e que influenciou, de modo relevante, o contexto da produção.
“Entendo e não entendo. Entendo porque não é porque você é artista que sua vida deva ser aberta e exposta. Ao mesmo tempo, é um assunto que todo mundo sabe. As pessoas sabem. A única coisa que ela me falou foi isso. Eu entendi, não discuti. Sempre teve essa questão.”
A diretora também relembrou a aprovação da escalação de Sophie Charlotte para interpretar Gal. “Ela adorou a escolha e disse que Sophie tinha uma doçura e uma timidez que Gal tinha no início da carreira. Ela disse ainda que a atriz tinha um timbre parecido com o dela”, contou Dandara.

