Resumo: Jacobina, Bahia, celebra a convocação de Raissa Bahia para a Seleção Brasileira, visando a Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil. A jogadora do Palmeiras já atuou contra a Argentina e pode ampliar sua participação na equipe nacional; o Mundial no Brasil também impulsiona o futebol feminino na Bahia, com iniciativas locais como a Copa Loreta Valadares.
Palco: Beira-Rio (Porto Alegre) e Arena de Pernambuco (Recife); Raissa Bahia tem 23 anos e atua pela lateral esquerda do Palmeiras.
Contexto: convocação para a terceira vez e contextualização da carreira da jogadora, que disputa torneios e soma gols e assistências pela seleção.
Perspectiva: Mundial no Brasil, com Salvador como sede de partidas, e impacto no desenvolvimento do futebol feminino na Bahia via competições estaduais e iniciativas sociais.
Jacobina, Bahia – A lateral-esquerda Raissa Bahia, de 23 anos, continua na expectativa de disputar a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. Ela foi convocada pela terceira vez para a Seleção Brasileira e integra o grupo para o torneio mundial.
Titularidade e amistosos: a jogadora foi titular na vitória do Brasil por 3 a 1 sobre a Argentina, no Beira-Rio, em Porto Alegre, no último sábado (10). Na terça-feira (13), atuou no segundo amistoso contra as argentinas, na Arena de Pernambuco, contribuindo com uma assistência no empate por 2 a 2.
Trajetória: natural de Jacobina, Raissa começou a carreira na Associação Desportiva Esporte Clube Caieira, passou pelo CFFB (Centro de Formação de Futebol da Bahia), atuou pelo Fluminense de Feira e pelo Grêmio, e em 2025 foi contratada pelo Palmeiras, clube pelo qual conquistou cinco títulos.
Consolidação na seleção: a atacante ganhou espaço durante o Fifa Series, em abril deste ano, com participação em dois jogos. Ela marcou seu primeiro gol pela camisa do Brasil na vitória por 6 a 1 sobre a Zâmbia e ainda entregou uma assistência, além de contribuir em outra jogada que terminou em gol.
Mundo no Brasil: a participação em uma Copa do Mundo realizada em solo brasileiro é vista como oportunidade de ampliar a visibilidade do futebol feminino. Salvador será uma das sedes da competição e receberá sete partidas.
Declarações: Raissa enfatizou a importância do Mundial para a difusão do esporte no país: “Ter uma Copa do Mundo no nosso país pode aumentar ainda mais a visibilidade da modalidade, aproximar o público e ajudar a fortalecer o futebol feminino, principalmente para que as meninas tenham cada vez mais oportunidades.”
Oportunidades para baianas: a atacante reforçou a necessidade de ampliar as oportunidades para equipes da Bahia após o torneio, mantendo o impulso do futebol feminino no estado.
Copa Loreta Valadares: entre as ações de fomento ao futebol feminino na Bahia está a Copa Loreta Valadares, organizada pela Sudesb, vinculada à Setre. Criada em 2022, a competição chega à quarta edição em 2026, reunindo 30 equipes nas categorias adulto amador, sub-15 e sub-17. A homenagem recai sobre Loreta Valadares, professora da UFBA, feminista e ativista que resistiu à ditadura militar e faleceu em 2004. Juliana Camões, da Sudesb, afirmou que a realização da Copa do Mundo no Brasil pode ampliar o reconhecimento do futebol feminino, enquanto as competições estaduais ajudam a desenvolver novas atletas.
Transparência editorial: as informações apresentadas aparecem com base em dados divulgados pela própria equipe do PrimeiroJornal, citando fontes oficiais e o contexto regional do Extremo Sul da Bahia.
Resumo jornalístico: Bahia sedia a Copa Loreta, torneio de futebol feminino promovido no âmbito de políticas públicas de fortalecimento do esporte, reconhecendo a prática esportiva como ferramenta de transformação social. A iniciativa busca revelar novas atletas e ampliar oportunidades para a modalidade, gerando expectativa de um novo olhar sobre o futebol feminino no estado.
Bahia, referentes ao cenário de políticas públicas para o esporte, abriga a realização da Copa Loreta, evento dedicado ao futebol feminino que se inscreve em ações nacionais e internacionais de fortalecimento da prática esportiva. O propósito é reconhecer o esporte como ferramenta de transformação social, ampliando espaços para meninas e jovens mulheres na Bahia.
A promoção da Copa Loreta aparece associada a um movimento que valoriza o fomento à prática esportiva como instrumento de mudança social. O material divulgado aponta que, além de revelar novas atletas, a competição cria oportunidades para que a modalidade seja mais convidativa e inclusiva dentro do estado e no cenário brasileiro.
Dilma Mendes, baiana, treinadora eleita três vezes a melhor do mundo no futebol feminino de Fut7, enfatizou a importância da competição para a formação de atletas no estado. Ela afirmou: “É um avanço gigantesco para nós, com toda a nossa história, ter, no estado, um evento dedicado ao futebol feminino, modalidade que já foi proibida no Brasil”, ressaltou.
A dirigente também atua no Instituto Novas Loretas, organização dedicada à criação de oportunidades para meninas e mulheres no esporte. Dilma Mendes acrescentou que a Copa Loreta representa um trabalho de muitas vozes e ações assertivas. Ainda conforme o relato, a Sudesb acreditou nesse sonho de promover competições com condições, ainda que com infraestrutura mínima, concluiu.
O momento é visto como um marco para o esporte feminino na Bahia, impulsionando a discussão sobre o acesso, a qualidade de treinamentos e a visibilidade de mulheres atletas em uma modalidade historicamente marginalizada no Brasil.

