Resumo: Brasil registra 318.945 mortes por doenças cardiovasculares em 2026 até 16 de outubro, com média diária de 1.194 óbitos, segundo o Cardiômetro, que integra o Hub de Doenças Cardiovasculares da SBC em parceria com a WHF. Dados vêm do SIM e do GBD 2023; projeção aponta alta de 10,8% até 2030. Lançamento ocorreu no 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, no Rio de Janeiro, reunindo dados por estado, sexo e faixa etária para pesquisadores, jornalistas e gestores. Palavras?chave: doenças cardiovasculares, mortalidade Brasil, SBC Hub, Rio de Janeiro, Congresso de Cardiologia.
Rio de Janeiro recebeu, durante o 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, o lançamento do Hub de Doenças Cardiovasculares, uma plataforma que consolida dados epidemiológicos sobre as principais doenças do Brasil. Até 16 de outubro de 2026, o Cardiômetro aponta 318.945 óbitos por doenças cardiovasculares no país em 2026, com uma média de 1.194 mortes diárias. A iniciativa reúne informações de diversas fontes para facilitar a leitura e a comparação de indicadores em nível nacional.
O Hub utiliza dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, além de estimativas originadas do Global Burden of Disease (GBD) 2023. Para o cálculo das taxas com base no SIM, são empregadas estimativas populacionais disponibilizadas pelo DataSUS, com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a SBC, o Hub disponibiliza séries históricas de mortalidade entre 2000 e 2024 e projeções para os anos seguintes. As estimativas indicam um aumento de 10,8% nas mortes por doenças cardiovasculares até 2030, passando de 417.550 registros em 2024 para 462.573 em 2030, caso as tendências atuais se mantenham.
O cardiologista Antonio Luiz Pinho Ribeiro, coordenador da plataforma, ressalta que as projeções representam cenários prováveis, não um patamar definitivo, especialmente se houver mudanças significativas nos fatores de risco, no acesso ao diagnóstico e ao tratamento, e na implementação de políticas públicas de prevenção.
Intervenções apontadas para alterar esse curso incluem o controle da hipertensão e do diabetes, a redução do tabagismo, o combate à obesidade e ao sedentarismo, bem como o atendimento rápido a casos de infarto e AVC. Essas ações contribuíram para a queda da mortalidade ao longo das últimas duas décadas, conforme destacado pelo especialista.
Em 2024, a taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares ficou em 195 óbitos por 100 mil habitantes, uma redução de 36% em relação a 2000, quando o indicador era de 306,4 por 100 mil. O Hub também aponta desigualdades regionais: Alagoas registra a maior taxa entre estados (245,5 por 100 mil), seguido por Amapá (225,1) e Mato Grosso do Sul (220,4).
Sobre a plataforma, apresentada no dia de abertura do Congresso, o Hub reúne dados epidemiológicos em um ambiente único, com visualização de números absolutos, taxas, séries oficiais e estimativas comparáveis internacionalmente. A ferramenta permite consultar indicadores por estado, sexo e faixa etária, além de oferecer recursos de visualização, comparação e exportação para jornalistas, pesquisadores e gestores públicos.
A iniciativa busca facilitar o acesso a informações sobre saúde cardiovascular, reunindo diversas bases de dados para apoiar a produção de conteúdos baseados em evidências e a tomada de decisões no campo da saúde pública.

Crédito: Agência Brasil / EBC

