Resumo: O ministro do TSE determina à Meta Brasil a suspensão do impulsionamento de posts da campanha de Lula que vinculam Flávio Bolsonaro ao caso Ana Clara. Decisão publicada em 21/10/2026, com o uso de propaganda eleitoral negativa paga. Lula e o PT são proibidos de contratar novos impulsionamentos do mesmo vídeo, sob pena de multa. O caso Ana Clara é citado como referência.

Brasil — O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça, determinou que a Meta Brasil suspenda o impulsionamento de posts da campanha de Lula da Silva que ligam o adversário Flávio Bolsonaro ao caso Ana Clara. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (21/10) e registra que os conteúdos mencionam que Flávio “defendeu assassino de criança” durante o debate da Band, além de alegar uso de influência para impedir a responsabilização do acusado.
Conforme o processo, os posts contêm trechos do debate presidencial na Band e afirmam que Flávio estaria utilizando sua influência para impedir a responsabilização criminal do acusado. O ministro destacou que o conteúdo impulsionado “possui natureza predominantemente negativa” e, portanto, caracteriza propaganda eleitoral negativa veiculada de forma paga.
Ainda conforme a decisão, Mendonça atendeu ao pedido de Flávio Bolsonaro e determinou que a Meta suspenda o impulsionamento do material. O magistrado proibiu Lula e o PT de contratar novos impulsionamentos do mesmo vídeo, inclusive por meio de novos identificadores publicitários ou reproduções substancialmente idênticas, sob pena de multa de R$ 10 mil por cada nova veiculação violadora da determinação.
O que aconteceu com Ana Clara
A menina Ana Clara morreu em 2 de fevereiro de 2021, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói. Ela havia acabado de acordar e brincava na porta de casa com o irmão, de 2 anos, quando foi atingida.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o disparo fatal partiu do fuzil do cabo Bruno Dias Delaroli, durante uma ação policial na comunidade. O órgão diz que o policial atirou em direção a uma área residencial enquanto ocorria a operação.
O ministro afirmou ainda que não cabe, naquele momento processual, emitir juízo sobre a veracidade das alegações veiculadas no material, mas ressaltou que a prática de impulsionamento remunerado para divulgação de propaganda negativa pode justificar a atuação do tribunal.
A decisão envolve a parceria entre o Tribunal Superior Electoral e as plataformas de redes sociais, buscando evitar a disseminação de conteúdo que possa influenciar o pleito de forma irregular. O caso também evidencia o uso de conteúdos do debate público para sustentar acusações entre candidatos.
Fontes: Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
Resumo: Caso envolve a morte de Ana Clara Gomes Machado e o policial Delaroli; testemunhas relatam riscos a moradores durante patrulhamento; perícia aponta vestígios de munição calibre 7,62 e não confirma troca de tiros; em 2024, Flávio Bolsonaro integrou a defesa; STJ negou recurso e manteve o júri popular; julgamento não tem data definida.
Palavras-chave: Ana Clara Gomes Machado, Delaroli, Flávio Bolsonaro, STJ, júri popular, Bahia, Extremo Sul da Bahia.
Policial Delaroli é o foco de processo ligado à morte de Ana Clara Gomes Machado O caso envolve o policial identificado como Delaroli em apuração relacionada à morte de Ana Clara Gomes Machado. O episódio ocorreu durante patrulhamento no Extremo Sul da Bahia, com relatos de que o militar teria assumido o risco de atingir moradores. A data exata do ocorrido não foi informada pelo material disponível, e o processo segue com desdobramentos judiciais.
Versões em conflito entre testemunhas e defesa Conforme relatos, testemunhas teriam alertado os militares sobre a presença de famílias no local, mas os tiros teriam continuado. A defesa do policial sustentou que houve confronto com criminosos armados, enquanto a investigação não confirmou essa versão.
Perícia e indícios A perícia encontrou apenas vestígios de munição calibro 7,62 compatível com o fuzil utilizado pelo policial e não localizou cápsulas de pistola que comprovassem troca de tiros.
Prisão em flagrante e liberdade Delaroli foi preso em flagrante, mas permanece em liberdade desde novembro de 2021, com medidas cautelares aplicadas durante o andamento da apuração.
Advocacia de Flávio Bolsonaro Em 2024, três anos após a morte, Flávio Bolsonaro passou a integrar oficialmente a defesa do policial, assinando recurso no STJ para evitar que o caso fosse julgado pelo Tribunal do Júri, responsável por crimes dolosos contra a vida.
Decisão do STJ e atraso processual O STJ negou o pedido da defesa e manteve o júri popular. As movimentações da defesa, porém, contribuíram para o prolongamento do processo, segundo informações disponíveis.
Situação atual Passados mais de cinco anos, o julgamento ainda não ocorreu e não há data definida para o júri popular. O policial continua respondendo ao processo criminal em liberdade.

