Resumo
Em Cansanção, cidade da região sisaleira da Bahia, a prefeita Vilma Rosa de Oliveira Gomes (MDB) revogou a nomeação de sua filha, Pollyanna Oliveira Gomes, para o cargo de chefe de gabinete. A decisão foi publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira (22), seis dias após a nomeação anunciada em 16 de outubro. A prefeitura citou formação em Comunicação Social e experiência de gestão, além de tratar de questões legais sobre nepotismo. O caso envolve denúncias ligadas à Operação Making Of e condenações por lavagem de dinheiro em 2024.
Em Cansanção, cidade da região sisaleira da Bahia, a prefeita Vilma Rosa de Oliveira Gomes (MDB) cancelou a nomeação de sua filha, Pollyanna Oliveira Gomes, para o cargo de chefe de gabinete. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município nesta quinta-feira (22), seis dias após a nomeação anunciada em 16 de outubro.
De acordo com nota da prefeitura, Pollyanna foi escolhida com base na formação em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda e pela experiência de gestão. A pasta também mencionou o entendimento do STF sobre nomeações para cargos de natureza política, que podem ter tratamento diferente do aplicado a funções administrativas, e citou a Súmula Vinculante 13 para contextualizar as regras de nepotismo.
Em agosto de 2024, Vilma Gomes e Pollyanna foram condenadas pela Justiça Federal a sete anos, um mês e 15 dias de prisão, cada uma, por lavagem de dinheiro. O ex-prefeito Ranulfo da Silva Gomes — marido de Vilma e pai de Pollyanna — recebeu nove anos, dez meses e três dias. Segundo o Ministério Público Federal, os três participaram de um esquema de ocultação de recursos desviados entre 2011 e 2014, que movimentou mais de R$ 26,5 milhões, investigado na Operação Making Of.
A investigação apontou que contas de pessoas físicas e jurídicas teriam sido usadas para dificultar a identificação da origem dos recursos, com indícios de irregularidades em licitações municipais. O processo foi encaminhado, em 28 de abril de 2025, ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) para análise dos recursos apresentados contra a condenação.
