
O Ministério Público Eleitoral notificou, neste domingo (25/10/2026), o município de Salvador para que apresente esclarecimentos e adote providências imediatas para restabelecer a circulação integral da frota de ônibus da capital. A notificação ocorre após o MP constatar retenção indevida de veículos em garagens do sistema de transporte coletivo durante o segundo turno das eleições.
Integrantes do MP realizaram vistorias em duas garagens de grandes empresas que operam o transporte público em Salvador. Durante a fiscalização, conduzida pela promotora de Justiça Andrea Ariadna, ficou comprovada a retenção de parte da frota, apesar da orientação de que os ônibus circulassem neste domingo de votação com a mesma oferta de dias úteis. Em uma das empresas, foram identificados 97 ônibus fora de operação e, na outra, 120 veículos sem circulação.
Além da notificação ao município, o MP apresentou representação ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que determinou a imediata regularização do serviço, sob pena de multa de R$ 1 milhão. A atuação, segundo o órgão, visa assegurar o pleno exercício do direito ao voto, garantindo condições adequadas de deslocamento para os eleitores e preservando os princípios da democracia e da cidadania.
Determinação de prisão — O presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman, determinou ainda que a Polícia Federal prenda imediatamente o secretariado Municipal de Mobilidade de Salvador (Semob), Pablo Souza, devido à suposta falta de transporte no 2º turno das eleições. A decisão foi tomada após pedido da Federação Brasil da Esperança (PT/PC do B/PV), que alega estratégia do Município para prejudicar a locomoção de eleitores no dia da votação.
A determinação ocorreu após a juntada de arquivos de vídeo e fotografias que demonstraram dezenas de veículos retidos em garagens durante o horário de votação. A estimativa é de que cerca de 50% da frota tenha ficado retida nos pátios. Pela lei, é dever do Estado assegurar transporte público integral e gratuito no dia do pleito.
O conteúdo disponível não detalha a conclusão final da avaliação do desembargador sobre as alegações apresentadas pela Federação, mas aponta a prioridade de normalização do serviço e responsabilização de gestores envolvidos.
Operação de ônibus em Salvador normalizada no 2º turno. Interdições em garagens por adesivos eleitorais foram resolvidas após diálogo entre Semob e sindicatos. Lei eleitoral proíbe propaganda em veículos; Semob pediu cooperação da população e notificou as empresas para manter a frota integral.
Salvador, Bahia — No segundo turno das eleições, o transporte público da capital baiana enfrentou interrupções em algumas garagens de ônibus, motivadas pela presença de adesivos eleitorais nas frotas. A operação, que começou o dia em processo de normalização, voltou a operar com a liberação integral de 100% da frota e com frequência e itinerários compatíveis aos dias úteis, sob regime de irrestrita gratuidade até o encerramento da votação e para facilitar o retorno dos eleitores às casas.
A administração municipal informou que as dificuldades foram provocadas por ocorrências de adesivação clandestina que impediram parte da circulação de veículos até o início da manhã. O deslocamento foi normalizado após diálogo entre equipes de operação da Semob e entidades do sindicato, que resultou na reorganização de rotas e na garantia de disponibilidade total dos ônibus.
O assunto também ganhou contornos políticos. Éden Valadares, secretário Nacional de Comunicação do PT e ex-presidente do partido na Bahia (2020–2025), afirmou em redes sociais que pediu a prisão do prefeito de Salvador, Bruno Reis, por suposto crime eleitoral relacionado ao descumprimento de decisão judicial que determinava a operação total da frota no 2º turno. A publicação gerou manifestações e encaminhamentos às autoridades competentes.
Segundo informações divulgadas, boa parte da frota permanece em garagens, e os pontos de ônibus continuam abarrotados de eleitores; há ainda informações de que o titular da pasta estaria fora do Brasil, o que intensifica o apelo por atuação da Justiça Eleitoral e da Polícia Federal.
Em nota, a Semob esclareceu que a operação de transporte já está normalizada neste domingo (25/10). A pasta explicou que as interrupções iniciais ocorreram por conta da adesivação clandestina de veículos e que o impasse foi superado com o diálogo entre as equipes de operação e entidades sindicais. A Secretaria ressaltou ainda que é proibido pela lei eleitoral que ônibus recebam adesivos de qualquer candidatura, solicitando a colaboração da população e das entidades sindicais para evitar novas ocorrências.
Por fim, o diretor Pablo Souza informou ter notificado as empresas para assegurar a disponibilidade integral da frota e prevenir novos incidentes até o fim do pleito.
