Embaixador afirma risco real de invasão dos EUA a Cuba
Resumo: O embaixador de Cuba no Brasil afirma, em entrevista à Agência Brasil, que o risco de invasão dos EUA é real e que Cuba está preparada para defender sua soberania. Desde janeiro de 2025, Washington tem aumentado sanções que afetam turismo e energia; o país faz apelos à comunidade internacional para não permitir agressões.
Brasil — O embaixador cubano residente no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, informou à Agência Brasil que o risco de invasão por parte dos EUA é real e que Cuba está pronta para responder a qualquer agressão militar. O diplomata destacou o histórico de resistência cubana e pediu à comunidade internacional que não normalize uma possível incursão, afirmando que o povo cubano defenderá a soberania do país.
Crédito: Agência Brasil
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“O povo cubano se prepara hoje para uma invasão real dos EUA. O governo e o povo cubanos não podem ignorar as pretensões dos EUA de uma invasão a Cuba. Isso é real”, afirmou o diplomata.
O embaixador acrescentou que Cuba tem feito um chamado à comunidade e à imprensa internacionais para que não aceitem uma invasão da ilha pelos Estados Unidos. “Não é possível normalizar uma agressão militar contra Cuba.”
Ainda segundo Palomo, “a maioria do povo cubano defende a soberania do país e lutará contra qualquer invasão militar estrangeira”, destacando o histórico de luta do país. “Cuba tem história, tem tradição de luta. Cuba tem tradição de preparação da população para essa luta, que é uma questão que não pode ser ignorada pelos EUA”, explicou.
Desde janeiro de 2025, com a volta de Donald Trump à Casa Branca, Washington tem intensificado a pressão sobre Havana por meio de novas sanções, incluindo um bloqueio energético que, segundo relatos, deixou Cuba três meses sem receber petróleo. Em março, Trump chegou a afirmar ter a “honra de tomar Cuba”; meses depois, ele disse que iriam “cuidar de Cuba” depois de lidarem com o Irã, que, conforme o texto, foi atacado pelos EUA e por Israel em um conflito que se arrasta desde fevereiro. Em outra declaração, Trump defendeu a viabilidade de um acordo com Cuba, afirmando que não seria necessário recorrer às forças armadas.
As medidas de pressão econômica vêm impactando voos internacionais para Cuba, o turismo e setores vinculados, como parte da estratégia para isolar o país. O texto ressalta ainda que houve retração de atividades envolvendo empresas estrangeiras, além de restrições em setores ligados a serviços e crédito.
Em janeiro, a Casa Branca classificou Cuba como ameaçada de forma “incomum e extraordinária” aos EUA, acusando o país de abrigar adversários que poderiam comprometer a segurança nacional. O secretário de Estado, Marco Rubio, enfatizou que são necessárias ações para promover mudanças em Cuba, reconhecendo que o caminho não será fácil.
Resumo
Brasília, DF • 29/10/2026: Embaixador cubano critica sanções dos EUA e rejeita que Cuba seja ameaça.
Palomo afirma que invasões seriam genocídio e destaca a posição estratégica de Cuba.
Sanções recentes do Departamento de Estado e a prisão do ex-presidente Raúl Castro também são citadas.
Palavras-chave: Cuba, EUA, Palomo, Raúl Castro, sanções, Brasília
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Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil.
Brasília, DF – Em entrevista à Agência Brasil, o embaixador de Cuba no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, classificou as acusações dos Estados Unidos de ridículas e reiterou que Cuba não representa ameaça à primeira potência mundial. A conversa ocorreu em Brasília, em 29 de outubro de 2026, e abordou a linha de golpes potenciais contra o regime cubano, bem como o impacto do embargo econômico sobre a ilha.
Palomo afirmou que uma agressão militar dos EUA contra Cuba seria genocídio, argumentando que seria uma potência nuclear atacando um país pequeno que fica a apenas 90 milhas das costas americanas. “Essa avaliação é ridícula”, rebateu, ao contextualizar a diferença de capacidades entre os dois países.
“Eles não têm guerras em suas fronteiras há muito tempo. Uma guerra em Cuba vai afetar toda a região. Uma guerra em Cuba pode começar, você não sabe como vai terminar”, alertou Palomo.
Sobre a posição geográfica de Cuba, Palomo disse que o país está numa conjuntura complicada para os EUA e que qualquer invasão geraria reações entre cubanos que residem nos EUA, além de potencialmente desestabilizar o próprio governo de Washington.
O embaixador reconheceu que a ilha tem seus problemas, mas afirmou que o bloqueio econômico dificulta o desenvolvimento e que os cubanos têm o direito de buscar solução para seus desafios por meio de suas próprias escolhas, não por meio de agressão militar. “Esse não é o caminho”, reforçou.
Segundo Palomo, as últimas semanas têm visto o Departamento de Estado dos EUA impor novas sanções a empresas associadas à ilha. Além disso, a Justiça norte-americana decretou, neste mês, a prisão do ex-presidente cubano Raúl Castro, outro ponto citado pelo embaixador para sustentar a pressão externa sobre o regime cubano.





