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Dono do jato afirma que pagamento pelo voo de fuga de Flávio Bolsonaro partiu de intermediário dos EUA

Dono do jato afirma que pagamento pelo voo de fuga de Flávio Bolsonaro partiu de intermediário dos EUA
Dono do jato afirma que pagamento pelo voo de fuga de Flávio Bolsonaro partiu de intermediário dos EUA

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Puerto Iguazú foi o ponto de saída da fuga do senador Flávio Bolsonaro, que deixou o Brasil com destino a Miami em um jato particular, na madrugada de quarta-feira (28). O voo foi contratado por um intermediário do setor aeronáutico e pago por meio de uma conta nos EUA, segundo o dono da Baires Fly, Luis Grande. Jornais norte?americanos citam Jason Miller, assessor de Donald Trump, como possível contratante; a Casa Branca não comentou. A empresa é ligada a investigações de lavagem de dinheiro na Argentina associadas ao governo Milei em 2025.

Puerto Iguazú foi o cenário da saída de Flávio Bolsonaro, que partiu para Miami em um jato particular durante a madrugada de quarta-feira, 28, após ter seus passaportes cancelados por ordem do STF. Ele deixou o Brasil acompanhado da esposa e das duas filhas, cruzando pela fronteira com a Argentina antes de seguir para os Estados Unidos.

O dono da empresa Baires Fly, argentino Luis Grande, afirmou que o voo foi contratado por um intermediário do setor aeronáutico que trabalha há uma década e vive nos Estados Unidos. Segundo Grande, o operador não revelou a identidade do contratante, mas o pagamento foi efetuado via uma conta norte?americana no valor de US$ 150 mil.

Jornais como o The New York Times e o The Wall Street Journal relayaram que o avião teria sido contratado por Jason Miller, assessor do presidente Donald Trump. A Casa Branca não emitiu posicionamento sobre a informação.

A Baires Fly aparece em investigações argentinas sobre lavagem de dinheiro associadas a contratos públicos de medicamentos e insumos médicos, relacionado a um esquema que ganhou notoriedade durante o governo do atual presidente argentino, Javier Milei, em 2025.

Ainda conforme o relato, Flávio Bolsonaro, a esposa e as duas filhas partiram às 0h22 de quarta-feira do aeroporto Puerto Iguazú, na fronteira com o Brasil, após atravessarem o controle migratório por terra. Menciona?se que ele utilizou um passaporte italiano para cruzar a fronteira; permanece não esclarecido como o ex?deputado viajou de Brasília até a fronteira no Paraná.

Em relação ao cenário político, o ex?governante Donald Trump evitou comentar se reconhece a vitória de Lula. Na quinta?feira (29), Trump reiterou acusações sem apresentar provas de fraude nas eleições, chamando o pleito de “vergonha”. Por sua vez, o presidente Lula optou por não se envolver no enredo da fuga, avaliando que uma intervenção seria desproporcional e poderia gerar tensão diplomática com os Estados Unidos.

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