Vitória mantém tabu de 21 anos sem começar e terminar temporada com o mesmo treinador após saída de Jair Ventura
A demissão de Jair Ventura, oficializada nesta segunda-feira (2), confirmou a manutenção de uma marca que acompanha o Vitória desde 2006. Com a saída do treinador, o Rubro-Negro completará a 21ª temporada consecutiva sem começar e terminar o calendário sob o comando do mesmo técnico efetivo.
A última vez que o Vitória disputou uma temporada inteira sob o comando de um único treinador foi em 2005, com Renê Simões. Contratado em dezembro de 2004, o técnico assumiu a preparação para o ano seguinte e permaneceu à frente da equipe até o encerramento das competições.
Naquela temporada, o Vitória conquistou o Campeonato Baiano, mas terminou a Série B na 16ª colocação e sofreu o primeiro rebaixamento de sua história à terceira divisão nacional.
Foto: Divulgação / Vitória
Arturzinho chegou a ser anunciado como novo treinador em outubro de 2005, mas a temporada do clube já havia terminado em setembro, após a confirmação do rebaixamento.
Desde 2006, o Vitória não repetiu a situação. O clube teve ao menos uma alteração no comando técnico em cada temporada, independentemente da divisão nacional disputada.
DEMISSÃO DE JAIR VENTURA
A saída de Jair Ventura veio à tona após a derrota do Vitória por 2 a 0 para o Coritiba, no último sábado (31), pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. O treinador havia assumido o Rubro-Negro em setembro de 2025, garantiu a permanência na Série A naquela temporada e teve o contrato renovado até dezembro de 2026. A passagem chegou ao fim com 69 partidas e aproveitamento de 49%.
Durante a atual temporada, o Leão conquistou a Copa do Nordeste, terminou o Campeonato Baiano como vice-campeão e chegou às quartas de final da Copa do Brasil, eliminando Flamengo e Athletico-PR antes de cair diante do Vasco.
No Brasileirão, porém, a equipe perdeu rendimento no segundo turno e voltou a se aproximar da zona de rebaixamento. Após 33 rodadas, o Vitória ocupa a 14ª colocação, com 38 pontos, dois acima do Corinthians, primeiro integrante do Z-4. O Rubro-Negro não vence há quatro partidas e ainda não conquistou uma vitória como visitante na competição.
TÉCNICOS PRÓXIMOS DE QUEBRAR O TABU
Entre os treinadores que mais se aproximaram da marca está Vagner Mancini, que teve diferentes passagens pelo clube.
O profissional permaneceu no cargo de junho de 2015 a setembro de 2016, período superior a um ano. Entretanto, assumiu a equipe com a temporada de 2015 em andamento e deixou o Vitória antes do encerramento de 2016.
Situação semelhante aconteceu na passagem seguinte, entre julho de 2017 e julho de 2018. Mancini conseguiu manter o trabalho de um ano para o outro, mas também não iniciou e concluiu o mesmo calendário à frente do time.
As mudanças foram especialmente frequentes em 2019 e 2020. Em cada uma dessas temporadas, o Vitória contou com cinco treinadores efetivos.
Em 2019, passaram pelo comando Marcelo Chamusca, Cláudio Tencati, Osmar Loss, Carlos Amadeu e Geninho. No ano seguinte, após a saída de Geninho, o clube foi dirigido por Bruno Pivetti, Eduardo Barroca, Mazola Júnior e Rodrigo Chagas.
QUATRO TÉCNICOS EM 2025
O Vitória começou 2025 com Thiago Carpini, que havia assumido a equipe em maio de 2024. Após a saída de Carpini, o clube contratou Fábio Carille. O treinador foi substituído por Rodrigo Chagas, inicialmente como interino e posteriormente efetivado.
Jair Ventura chegou em 24 de setembro, tornando-se o quarto treinador efetivo do Vitória naquele ano. Sob seu comando, a equipe conseguiu escapar do rebaixamento na última rodada, após vencer o São Paulo por 1 a 0, no Barradão.
QUEM COMANDA O VITÓRIA?
O substituto de Jair Ventura encontrará o Vitória com cinco partidas restantes no Campeonato Brasileiro e envolvido diretamente na disputa pela permanência na Série A. O primeiro compromisso será diante do Fluminense, na próxima sexta-feira (6), às 20h, no Barradão, pela 34ª rodada.
Depois, o Rubro-Negro enfrentará Red Bull Bragantino, Internacional, Santos e Vasco nas últimas rodadas da competição.
