Mensagens expõem apelido íntimo de Marcinho VP, mando do Comando Vermelho
RESUMO: Em investigações no Rio de Janeiro, mensagens apreendidas no celular de Márcia Nepomuceno indicam que Marcinho VP era referido como ‘Nego’ e discutem cobrança de R$ 28 mil para despesas familiares; PF e MPRJ veem indícios de que, mesmo preso, o traficante manteria influência na facção.
LEDE: A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) identificou, em diálogos entre Márcia Nepomuceno e Luiz Paulo Silva de Souza, o Magrão, a referência ao apelido ‘Nego’ para Marcinho VP, e descreveu uma cobrança de R$ 28 mil para fins familiares, sendo R$ 8 mil destinados a um chá de bebê e R$ 20 mil para mobília da filha.

Segundo as investigações, a quantia seria descontada posteriormente de ‘Nego’, conforme a leitura das mensagens pelos investigadores.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) confirmou que o codinome aparece como outra alcunha atribuída ao traficante, além daquela com a qual é conhecido nacionalmente, fortalecendo a linha de prova de que Marcinho VP manteria influência sobre recursos da facção.
Os diálogos foram encontrados no celular de Márcia, apreendido durante diligências relacionadas a um inquérito em São Paulo que investiga um suposto disparo envolvendo o rapper Oruam, filho do casal.
Márcia Nepomuceno está presa desde o mês passado, após operação da Polícia Federal (PF) que visava coibir o monopólio de fornecimento de internet nos Complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação também aponta conversas em que Oruam menciona pedidos de dinheiro ao pai, e, em outra mensagem, Márcia orienta o filho a aceitar ajuda financeira de Marcinho VP, sugerindo a possibilidade de investimento do pai na carreira do rapper.
Para as autoridades, os diálagos reforçam a suspeita de que Marcinho VP poderia continuar movimentando recursos da organização criminosa, inclusive para custear apresentações musicais do filho.





