Dólar avança com lockdown na China e juros dos EUA no radar; Bolsa recua

Escrito por: Diógenes Cunha

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

8268594.140701

Os principais indicadores do mercado financeiro brasileiro fecharam no campo negativo nesta segunda-feira, 14, dragados pela queda das commodities com o anúncio de lockdown na cidade chinesa de Shenzhen após novo surto de Covid-19. Os investidores também aguardam pelo aumento dos juros nos Estados Unidos pela primeira vez em quatro anos, e a aceleração da Selic pelo Banco Central (BC). As duas decisões serão divulgadas na quarta-feira, 16. O dólar encerrou com avanço de 1,3%, a R$ 5,120. O câmbio chegou a bater a máxima de R$ 5,139, enquanto a mínima não passou de R$ 5,038. O Ibovespa, referência da Bolsa de Valores brasileira, fechou com queda de 1,6%, a 109.927. Este foi o pior patamar do pregão desde o dia 24 de janeiro, quando caiu aos 107.937 pontos. A queda foi puxada por ações de commodities, principalmente a Vale, CSN e PetroRio.

O governo de Pequim anunciou nesta segunda-feira o lockdown imediato da cidade de Shenzhen, um importante polo de tecnologia que concentra mais de 17 milhões de habitantes. A medida foi decretada após a descoberta de casos do novo coronavírus. Com o agravamento da pandemia, a China passou a adotar a política de ???tolerância zero??? com o surgimento de focos de Covid-19. A medida impactou na queda do barril de petróleo e do minério de ferro com o temor de desaceleração da segunda maior economia do mundo. Ainda na pauta internacional, o Federal Reserve (Fed, na sigla em inglês), autoridade monetária dos EUA, deve anunciar o primeiro aumento dos juros desde 2018, nesta quarta-feira. A taxa está entre 0% e 0,25% e analistas se dividem na expectativa de alta entre 0,25 e 0,50 ponto percentual. A subida ocorre em meio à disparada da inflação aos consumidores norte-americanos ao maior nível em 40 anos.

No cenário local, o Comitê de Política Monetária (Copom) também vai anunciar mudanças nos juros na quarta-feira. O mercado estima o acréscimo de 1,25 ponto percentual, que levaria a Selic a 12% ao ano, o maior nível desde 2017. Em diversas oportunidades, o BC deixou claro que vai promover o aperto monetário até onde for necessário para ancorar as expectativas em 2022 e 2023 ??? período considerado com horizonte relevante. A recente pressão inflacionária com o conflito na Ucrânia levou analistas a aumentarem as expectativas da trajetória de alta e do patamar final dos juros para próximo de 14% ao ano. Ainda no noticiário doméstico, o governo federal estuda elevar o Auxílio Brasil para conter os efeitos dos combustíveis. ?? Jovem Pan, auxiliares do Ministério da Economia afirmaram que a medida é vista como uma alternativa menos danosa às contas do Executivo e mais efetiva no ponto de vista social do que as propostas de subsídio ou congelamento de preços. O movimento, no entanto, só seria possível com a declaração de um novo estado de calamidade pelo Congresso.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Paralisação de 24 horas atinge bancos nesta quinta-feira

Resumo: Bancários de todo o Brasil vão paralisar por 24 horas nesta quinta-feira (20) durante as negociações da campanha salarial 2026....

Fazenda avalia mudanças no crédito para motoristas de aplicativos

Resumo Jornalístico Move Brasil segue em vigor desde 27 de julho para motoristas de aplicativo e taxistas, com chances de ajustes para ampliar a...

IBC-BR cai 0,6% em junho, conforme o Banco Central

Resumo: Em junho de 2026, o IBC-Br caiu 0,6% ante maio (dados dessazonalizados). Em 12 meses, alta de 1,5%; leitura trimestral: +0,2%. Frente a junho...