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Petroleiros pedem fim da privatização da Refinaria de Mataripe

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Em meio às constantes altas do preço dos combustíveis, o Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-Ba), com apoio da Federação �?nica dos Petroleiros (FUP), acionou a Justiça Federal da Bahia nesta segunda-feira, 14, e pediu a paralisação dos trâmites finais da privatização da Refinaria de Mataripe.
A antiga Refinaria Landulpho Alves deixou de ser controlada pela Petrobas em dezembro de 2021 e passou a ser administrada pela Acelen. Segundo a ação civil pública, a operação representou fissuras à economia local.
No processo, Sindipetro-Ba e FUP afirmam que a Bahia é o estado brasileiro onde a gasolina é vendida com o maior preço em comparação com as refinarias controladas pela Petrobras.
A ação pede, além da interrupção do processo de privatização, seja feita audiência pública na Bahia para debater o impacto da privatização da RLAM para a economia local, que seja apresentado estudo circunstanciado sobre os impactos da privatização para a economia baiana e que sejam apresentadas políticas públicas para dirimir os impactos negativos já ocorridos no processo.
Leia também:
>> Saiba como é definido o preço dos combustíveis
Coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar afirma que a privatização das refinarias da Petrobras é um equívoco.
“Leva à nefasta criação de monopólios regionais, em detrimento do consumidor brasileiro, sujeito a reajustes abusivos de preços dos combustíveis. A tese, infelizmente, está sendo confirmada na prática, afetando profundamente a economia baiana”, disse.
Ele pontua que a Acelen justifica os aumentos com impactos da guerra na Ucrânia, que levaram à disparada do preço internacional do barril de petróleo. “Mas a culpa não é da guerra, é da política de preços atrelada ao dólar e aos abusos do monopólio praticado pela Acelen”.
Bacelar afirmou ainda que o novo ‘tarifaço’ da Petrobrás sobre os combustíveis, que entrou em vigor na sexta-feira, 11, se deve principalmente à integração dos preços praticados pela estatal com o mercado internacional, e não ao conflito armado na Ucrânia. 
“A alta dramática não ocorreria caso a política de preços fosse nacionalizada e refletisse em grande parte os custos internos de produção”, explicou.
O Portal A TARDE pediu posicionamento sobre a ação civil pública à Acelen e aguarda posicionamento do órgão.

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