Vídeo: Duda Salabert fala de representatividade, Serra do Curral e eleição

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Professora, mulher trans e vereadora mais votada da história de Belo Horizonte, Duda Salabert (PDT) sabe o peso dos 37.613 votos que recebeu. Primeiro, porque representa um grupo social em que 90% dos integrantes tem a prostituição como fonte de renda – segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). Segundo, porque prometeu plantar uma árvore para cada voto conseguido. E, embora tenha feito nascer cerca de 3,5 mil troncos, diz que está no “SPC das árvores”.

A parlamentar é a convidada desta semana do “EM Entrevista”, videocast do Estado de Minas e do Portal Uai. Durante os 55 minutos de conversa, falou sobre representatividade trans, participação das minorias nos espaços políticos e mineração na Serra do Curral. Ela aproveitou o bate-papo para tecer críticas a Romeu Zema (Novo) e, inclusive, a colegas de partido.

“Quem mais sofre a violência política são os grupos historicamente aviltados, como mulheres, indígenas, negros e a comunidade LGBTQIA+ – sobretudo travestis e transexuais”, diz.

Duda tem na ponta da língua a palavra “consciência”. Ela usa o termo ao contar do projeto das árvores – e afirma que a ideia é “plantar a consciência”. A palavra aparece, também, quando explica porque ela, professora de Literatura, resolveu reivindicar um assento no legislativo.

“Mais importante do que o voto, em uma eleição, é construir pedagogicamente nova consciência para transformar o mundo. O que muda o mundo não são novas leis, mas novas consciências – e elas se constroem em salas de aula”, afirma.

Ao longo da entrevista, Duda também relembrou os embates com Nikolas Ferreira (PL), vereador bolsonarista, e deu spoilers sobre seu futuro político. Cotada para disputar cadeira na Câmara dos Deputados neste ano, não descarta tentar o Senado ou mesmo o governo, embora o PDT tenha o ex-deputado federal Miguel Corrêa como pré-candidato.

“Minha tendência, hoje, é pensar um terceiro nome para o governo do estado”, garante. “Pode ser eu, inclusive”, continua, ao afirmar que há nomes em pauta para a empreitada da “terceira via” estadual.

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