Podcast: presidenciável do Novo quer abertura econômica e critica Alckmin

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Pré-candidato do Novo à Presidência da República, Felipe d’Ávila se inspira no correligionário Romeu Zema, governador de Minas Gerais, para subir nas pesquisas e romper a polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), líderes das sondagens eleitorais. Cientista político, ele foi o participante desta semana do “EM Entrevista“, podcast do Estado de Minas, cuja íntegra já está disponível. 

Segundo d’Ávila, Lula e Bolsonaro encampam o “populismo”. Ele criticou Geraldo Alckmin (PSB), de quem foi colega no PSDB e, agora, é o pré-candidato a vice na chapa petista. “Muito me entristece vê-lo apoiando um candidato que é autor do maior escândalo de corrupção do país, ex-presidiário, que aparelhou o Estado e preparou o caminho para Dilma Rousseff, responsável pela maior recessão da história do país e por recorde de desemprego”, disse ele, que participou ativamente da construção do programa que norteou a campanha presidencial de Alckmin em 2018.

 

 

 

Ao longo dos cerca de 40 minutos de conversa, d’Ávila detalhou o projeto que pretende apresentar ao país. Uma das bases de seu programa é a abertura econômica. Na mira, também, a simplificação tributária.

“Quando a eleição entrar no radar, a pergunta que o brasileiro vai se fazer é: “Minha vida piorou ou melhorou?”. A resposta será “piorou”. Não acho que teremos uma eleição tão polarizada como está agora, pois, quando cair a ficha, o brasileiro vai querer saber quem fará a vida melhorar. E, aí, estará aberto a escutar propostas”, afirmou.

O presidenciável do Novo esteve em Belo Horizonte entre terça-feira (10) e ontem para cumprir uma série de agendas na Região Metropolitana. Minas Gerais é a principal aposta do partido – visto que Zema é o único governador filiado à sigla. “O partido tem, como maior vitrine política, o exitoso mandato de Zema”, assegurou.

Ao tratar de economia, d’Ávila também fala em aliar a pauta ambiental à atração de investimentos. E, embora mostre descrença quando perguntado sobre a busca por um nome único na terceira via – justifica a opinião afirmando que o tema foi “sequestrado por dirigentes partidários – garante estar aberto a conversar com outros agentes políticos para construir consensos.

“O povo quer saber como ter mais dinheiro no bolso. Os últimos governos só vêm tirando, por meio de impostos, queda de renda, aumento da inflação e do desemprego. Em torno desse tema, estamos abertos a discutir. Precisamos aprimorar propostas”.

 

 

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