Dark Horse, a cinebiografia de Jair Bolsonaro, enfrenta denúncias de más condições de trabalho durante as gravações em São Paulo. Ao menos 15 profissionais procuraram o SATED-SP relatando agressões físicas, assédio moral, atrasos salariais e revistas pessoais constrangedoras nos bastidores. O Ministério Público do Trabalho abriu um inquérito para apurar as condutas, com a Procuradoria Regional do Trabalho de São Paulo instaurando o procedimento em 16 de abril.
Segundo o SATED-SP, a GOUP Entertainment chegou a um acordo inicial para regularizar a situação e apresentar os contratos dos profissionais, mas recuou posteriormente. O sindicato teme a possibilidade de pejotização, alegando que parte das contratações ocorreu por meio de empresas em vez de contratos diretos com pessoas físicas. Além disso, trabalhadores relatam falhas na organização do setor de figuração, com mais de 150 figurantes em algumas cenas, além de reclamações sobre alimentação, cronograma e logística no set.
A produção também ficou no centro de uma nova polêmica após reportagens apontarem a possível participação do banqueiro Daniel Vorcaro no financiamento da obra. A GOUP Entertainment e aliados de Bolsonaro negam irregularidades, reiterando que as fontes de financiamento são legais.
O MPT afirma que a investigação continua, com apurações em andamento para esclarecer as denúncias de assédio moral, agressões físicas e irregularidades contratuais durante as gravações. O caso segue em pauta, mantendo a produção sob escrutínio até novas informações surgirem.
