Agressor de procuradora no interior de SP é suspenso sem salário

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O procurador Demétrius Oliveira Macedo, de 34 anos, que espancou a procuradora-geral de Registro (SP), Gabriela Samandello Monteiro de Barros, 39, foi afastado do cargo nesta quarta-feira (22), com o salário suspenso. A informação foi publicada no Diário Oficial do Município. 

Com o processo administrativo aberto, o agressor deve ser exonerado como servidor público.

O procurador foi filmado dando socos, chutes e xingando a vítima. Ele ainda aparece empurrando uma outra mulher que tenta impedir as agressões. 

A suspensão é por 30 dias. A prefeitura de Registro diz que a medida é parte do processo administrativo já em andamento. ????? necessário seguir essa etapa e os trâmites legais para que a decisão seja tomada de maneira consistente???.

 

A procuradora contou que foi atacada depois que ela enviou um memorando à Secretaria Administrativa propondo um processo administrativo contra o colega, que já havia sido grosseiro com outras funcionárias.

“Eu tinha medo, sim. Tinha medo de que fosse acontecer isso, mas não imaginava que fosse ser uma violência física, achava que fosse um ???bate boca???, uma discussão”, afirmou ela à TV Tribuna. 

A agressão aconteceu na tarde da segunda (20), na prefeitura de Registro. O procurador chegou a ser levado para o 1º Distrito Policial, de onde foi liberado depois do registro do boletim de ocorrência. 

Demetrius Oliveira de Macedo procurador do municipio de Registro SP acusado de espancar procuradora juridica
Demétrius Oliveira de Macedo (procurador do município de Registro-SP) acusado de espancar procuradora jurídica

“Eu entendi que não havia uma situação de flagrante, e sim um fato criminoso. ?? claro que deveria ser devidamente apurado. Por isso, fizemos o registro da ocorrência e tomamos todas as diligências cabíveis na ocasião”, disse o delegado Fernando Carvalho Gregório.

No depoimento, o agressor alegou que sofria assédio moral no trabalho, o que teria motivado sua ação violenta. “Ele admitiu que agrediu a vítima e alegou que assim o fez por sofrer assédio moral”.

O procurador não foi encontrado para comentar.

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