Polícia Civil prorroga inquérito sobre caso de ciclista morto em assalto no Dique

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A Polícia Civil decidiu prorrogar por mais 30 dias o inquérito que investiga o assassinato do ciclista Rodrigo Santos Castro, assassinado durante assalto no Dique do Tororó, em Salvador. Segundo a polícia, outros depoimentos estão sendo coletados.

No último domingo (3), amigos e familiares de Rodrigo realizaram um ato em protesto pela sua morte, no mesmo local onde o crime ocorreu.

Um homem suspeito de envolvimento na morte do rapaz foi preso dois dias após o crime. O suspeito foi detido por policiais da Delegacia de Repressão à Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV) traficando drogas na região. Depois da prisão, os policiais receberam informações através do Disque Denúncia afirmando que esse homem participou do assalto que terminou com a morte do ciclista. 

Rodrigo era professor de educação física e morreu depois de ser baleado quando andava de bicicleta no Dique do Tororó, na noite do dia 1º de junho. Ele foi baleado quando conversava ao telefone com a namorada. Rodrigo foi vítima de um assalto. Dois ladrões levaram a bicicleta do rapaz. 

Ainda no mês passado, o pai de Rodrigo, Eliecer Castro, recuperou a bicicleta do filho após a Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) recuperar o veículo.

Entenda o caso

O ciclista e professor de educação física, de 24 anos, pedalava sozinho no Dique do Tororó, por volta das 21h do dia 1º de junho, quando foi baleado e morto. Segundo a Polícia Civil, Rodrigo foi vítima de assalto por dois ladrões que levaram a bicicleta.

“Ele estava com fone de ouvido e a gente foi conversando durante todo percurso. Como eu estava no plantão, dava para conversar tranquilo. Chegou o momento do percurso que só ouvi as pessoas que chegaram nele, ‘polícia, polícia’, cheguei a achar que era uma abordagem. Mas aí teve os tiros. A última coisa que ele falou foi ‘Ai, amor, tiro, tiro, tiro’. E acabou. Ele não falou mais, não respondeu, e a ligação continuou”, contou a namorada dele, Cíntia, à TV Bahia.

Alarmada, Cíntia acionou um amigo e a mãe do namorado e começaram a buscar por Rodrigo. Ela saiu do trabalho e foi até o HGE, mas já encontrou o namorado sem vida. “Fico indignada porque as pessoas estão matando as outras por nada. Por objetos, um celular, uma bicicleta”, lamentou.

Ele chegou a ser socorrido ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos. Segundo os familiares, Rodrigo estava praticando ciclismo para treinar para um concurso da polícia.

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