Votação de PL que reduz influência de governadores nas PMs é adiada

Escrito por: Diógenes Cunha

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O projeto de lei que reduz a influência de governadores na escolha do comando das Polícias Militares nos Estados, que tramita na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados e é relatado pelo deputado Junio Amaral (PL-MG), teve sua votação adiada. Houve bastante debate e o relator disse que não iria recuar diante dos pedidos de retirada de pauta da matéria, já que o tema já havia sido adiado em outras reuniões da comissão. Entretanto, o presidente da comissão, deputado Aluisio Mendes (Podemos-MG), disse que a própria liderança do governo Bolsonaro havia solicitado nesta terça-feira, 2, que o projeto fosse retirado da pauta da comissão para que fosse analisada melhor por ela, fazendo com que Amaral aceitasse adiar. O relator pediu que os colegas fossem conversar com ele sobre o tema para que o projeto pudesse ser aprimorado. A ideia do projeto é mudar as regras da escolha, restringindo a escolha do governador a uma lista tríplice formada e indicada pela própria corporação. Mendes (Podemos-MG), chegou a se pronunciar de maneira pessoa sobre o PL: ???Eu acho que nós precisávamos discutir, sim, um critério melhor da promoção ao último cargo das polícias militares. O critério de promoção é que está errado. Eu acho, no meu entendimento, que aquele que chega ao posto máximo de uma instituição como a nossa, como as polícias militares, que são exemplo de combate à criminalidade no nosso país, os critérios são falhos???.

Nesta terça-feira, 2, a Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que prevê a concessão de anistia ou perdão tanto da pena quanto das condenações que foram estabelecidas a 73 policiais que estavam envolvidos no episódio como O Massacre do Carandiru. Em 1992, no Complexo Prisional do Carandiru, uma grande briga generalizada começou entre os detentos, e policiais entraram no espaço para conter a situação, levando à morte de 111 presos. Nenhum policial morreu na ação. A Justiça já havia condenado os policiais envolvidos com penas que, em alguns casos, passam de 600 anos de prisão. Nesse sentido, o PL tem a intenção de conceder a anistia a esses agentes de segurança pública. O relator do projeto, o deputado federal sargento Fahur (PSD-PR) chegou a defender os policiais, dizendo que, na verdade, eles deveriam ser condecorados pela bravura que teriam tido diante da situação. O PL segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

*Com informações da repórter Paola Cuenca

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Brasil cobra aos EUA avanço na notificação de Paulo Figueiredo

Grande Angular Ministério da Justiça informou ao STF que ainda não recebeu resposta sobre carta rogatória enviada no fim de...

Lula rebate críticas e afirma não ter sido responsável pela indicação de Moraes ao STF

Resumo: Lula afirma não ser responsável pelas indicações de Moraes, Nunes Marques e Mendonça ao STF, pois não ocupava a Presidência na época;...

Prefeito defende VLT entre Itabuna e Ilhéus como eixo de integração

Resumo: Itabuna e Ilhéus discutem a possibilidade de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que ligaria as duas cidades em rede de aproximadamente...