Testamos o Galaxy Z Fold 4: um smartphone ou uma máquina?

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ivan dias

Quando se pega um smartphone com tela dobrável, como o Samsung Galaxy Z Fold 4, após aquele momento de deleite pela tecnologia, a pergunta é: “Para quê eu preciso de uma tela deste tamanho?”. São 7.6 polegadas, numa proporção 5:6, com BASTANTE área.

Bem, se para fotos, o tamanho da tela influencia pouco, já que o principal atrativo são as lentes – que são excelentes no Fold 4 – e há a possibilidade de mudança na resolução (3:4, 16:9 ou os 23,1:9 da tela ‘externa’, que tem 6.2 polegadas), para navegar na internet e para ler, a tela grande faz bastante diferença. Existe a possibilidade de uma teclado mais fluido, aumentam os elementos e a visualização se torna menos forçada.

Visualização de sites fica bem fácil no Fold 4 – detalhe para a barra de tarefas ao estilo Windows

Para jogos, por exemplo, a tela grande varia. Em alguns, mal faz diferença ou é pior. Em outros, há um amplitude. Para assistir filmes, a diferença é pouca, já que o Fold 4 é possível posicionar a tela de diversas formas. Se o usuário abre um aplicativo na tela externa e depois quiser continuar na tela interna, ele é aberto automaticamnete lá. O smartphone ainda conta com uma espécie de ‘barra de tarefa’ semelhante às do Windows, que facilita para abrir apps. 

Escrever um e-mail é bem mais fácil

O Fold 4 é quarta geração do smartphone com tela drobrável da Samsung. Vem fazendo menos sucesso que o ‘primo’ Flip, mais discreto e barato, mas, claro, menos potente. Ambos estão capacitados para a banda 5G. O Fold conta com um processador Octa-core (1x 3,19 GHz Cortex-X2 + 3x 2,75 GHz Cortex-A710 + 4x 1,8 GHz Cortex-A510), algo do que há mais potente no mercado, superior inclusive aos produtos da linha S22 na Samsung. Ele pesa cerca de 260g e consegue ser bem discreto quando está fechado, apesar da largura de 6.3mm dobrar. 

Fold 4 fechado

Isso permite ao produto rapidez, uma variedade de cores absurda e dividir dois ou mais aplicativos na tela grande com bastante fluidez. No nosso teste, travamento zero. Outro destaque é o som estéreo, com uma saída para cada lado do celular. Para aguentar tudo isso, uma bateria de 4400 mAh, com carregamento 25W. Dá para usar bastante e o carregamento é tranquilo, chegando a 50% em cerca de 30 minutos – detalhe que o produto não vem com carregador de fábrica, ao menos na versão testada pela coluna. 

Filme em ‘meia’ tela ou aproveitando a tela extendida 

As câmeras são um caso à parte, já que as do Fold 3 foram bastante criticadas. Na quarta geração, o Fold conta com cinco lentes. Uma principal de 50 MP; ultrawide de 12 MP; teleobjetiva de 10 MP; frontal interna de 4 MP; e frontal externa de10 MP. A câmera frontal de 4MP é bem fraquinha, mas as outras não fazem feio, com modos noturnos e gravações em vídeo em até 8K.

Diferença de fotos com o modo noturno (no alto) e sem o modo noturno, ambas em 3:4

Por fim, o Samsung Galaxy Z Fold 4 é um senhor celular, com desempenho top de linha, mas ainda com um preço bem alto, explicado talvez pelo fato da tecnologia de ‘tela dupla’ não ser tão comum ainda. Na loja da Samsung, a versão com 256GB de memória sai por R$ 11.519, à vista, mas é possível encontrá-lo um pouco mais barato em outras lojas.

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