Resumo: Em São Paulo, a prefeitura interditou 12 imóveis no Parque São Rafael, Zona Leste, com 10 deles programados para demolição após risco de desabamento causado por erosão do solo próximo ao Córrego Cipoaba. Moradores desabrigados relatam a falta de auxílio financeiro, enquanto a assistência social é oferecida pela prefeitura e por órgãos municipais.
Na manhã de 25 de junho, cinco imóveis foram demolidos de forma emergencial, após a Defesa Civil recomendar o desligamento por risco iminente de desabamento. As estruturas já estavam interditadas desde o início do ano, e a ação ganhou impulso depois que uma parte de uma residência desabou sozinha na véspera.
A moradora Mirna Evelyn contou ao Metrópoles que o risco de desabamento pode estar ligado aos danos estruturais causados pela proximidade do local com o Córrego Cipoaba. “Pedimos a demolição por causa do risco. Não havia mais salvação; as casas estavam correndo perigo de cair sobre alguém”, declarou. Ela também disse que até o momento ninguém sabe quem é o responsável pela deterioração.
O curso d’água já recebeu programas de despoluição e melhorias no manejo de esgoto, porém continua enfrentando problemas como transbordamentos em períodos chuvosos, assoreamento e descarte irregular de lixo. A Sabesp afirmou ter realizado inspeções e não ter encontrado irregularidades que justificassem novas ações.
Em nota, a prefeitura informou que 12 imóveis estão interditados devido ao comprometimento estrutural, e que pelo menos 10 serão demolidos. A operação contou com apoio de diversas forças de segurança pública, além da CET, Enel e Sabesp. As famílias afetadas receberão atendimento das equipes da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS).
Em abril, o Metropoles relatou o drama das famílias do Parque São Rafael, obrigadas a deixar as casas por erosão do solo que provocava rachaduras nas residências. Os moradores afirmavam sentir desamparo, pois não houve proposta de realocação nem auxílio financeiro para migrar para novas habitações, apenas abrigos provisórios.
Cartazes com a frase “Perigo. Imóvel com alto risco de desabamento” foram fixados pelas ruas, refletindo a cobrança por respostas mais rápidas das autoridades. A intervenção ocorreu de forma coordenada com o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e a Polícia Civil, além do apoio de demais órgãos municipais.
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Conclusão: Os desdobramentos em torno da erosão do solo e do risco de desabamento mostram a importância de respostas rápidas e de apoio direto às famílias afetadas. O que você acha das ações tomadas pelas autoridades? Compartilhe sua opinião nos comentários e ajude a ampliar a discussão sobre como medidas preventivas podem evitar desabamentos e desabrigos futuros.
