EUA: resultado em Nevada pode selar maioria democrata no Senado

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Cinco dias após o início da apuração, a composição do Congresso dos Estados Unidos (EUA) segue indefinida neste sábado (12/11). Com a provável vitória republicana na Câmara, os democratas aguardam a contagem de votos em Nevada na expectativa de driblar o empate atual e conquistar maioria no Senado.

Até o momento, o cenário segue dividido — com 49 cadeiras para os republicanos e o mesmo número para os democratas. Para firmar maioria, uma das legendas precisa emplacar 51 senadores. Caso a democrata Catherine Cortez Masto consiga afastar o republicano Adam Laxalt em Nevada, o partido controlará 50 cadeiras na Casa Alta.

Ao todo, o Senado tem 100 integrantes, mas só 35 deles serão substituídos nessa eleição. Em caso de empate, a vice-presidente Kamala Harris tem o voto de minerva. Ou seja, no caso dos democratas, 50 senadores eleitos consolidaria a maioria para o partido.

Nesta manhã, com quase 97% dos votos contabilizados na corrida ao Senado de Nevada, Laxalt liderava por cerca de 800 votos. No entanto, votos ainda não contados em redutos políticos de Masto poderiam levá-la à vitória.

Um resultado favorável na Geórgia, no pleito do próximo mês, daria ao partido o controle majoritário do senado, com 51 democratas e 49 republicanos. Uma derrota no estado e a vitória em Nevada ainda manteria o partido de Joe Biden no comando — já que a vice-presidente democrata Kamala Harris pode desempatar votos.

Entenda as midterms dos EUA As eleições de meio de mandato ou “midterms†são os pleitos realizados dois anos após cada eleição presidencial, ou seja, na metade do mandato do presidente dos Estados Unidos.

Na Câmara, o Partido Republicano apresenta uma vantagem consolidada na apuração, mas ainda sem maioria. Enquanto o partido de oposição ao governo Biden tem 211 cadeiras, a sigla do governo (Partido Democrata) tem 201. Todos os 435 assentos serão renovados e, para alcançar a maioria, é preciso eleger 218 deputados.

A disputa definirá a segunda metade do governo de Joe Biden e pode impactar o pleito presidencial de 2024. Uma pequena maioria na Câmara possibilitaria que os republicanos barrassem pautas prioritárias pelo presidente, como o direito ao aborto e manutenção do auxílio à Ucrânia.

O esperado era que uma grande onda “vermelha†tomasse o Congresso dos EUA. É comum que um presidente norte-americano seja eleito com maioria nas Casas e perca a liderança nas eleições de meio de mandato — como ocorreu em todos os governos desde Bill Clinton (1993-2001): George W. Bush (2001-2009), Barack Obama (2009-2017) e Donald Trump (2017-2021).

Ao todo, serão definidas nas eleições de meio de mandato (midterms) nos EUA:

Todas as 435 cadeiras na Câmara; Cerca de um terço das cadeiras no Senado, que tem 100 vagas. Neste ano, serão 34 senadores eleitos. As midterms são consideradas um bom termômetro da avaliação popular do presidente no cargo. O cenário não é favorável para Biden, que tem 40% de aprovação, segundo o instituto Gallup — que também aponta que 79% dos americanos se dizem insatisfeitos com os rumos do país.

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