Tarcísio diz que trechos da Rio-Santos podem não existir mais: ‘Não sabemos o que sobrou da rodovia’

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Governador de São Paulo sobrevoou a região e identificou 10 pontos de bloqueio na via; até o momento, mais de 30 pessoas morreram e outras 40 encontram-se desaparecidas em razão das fortes chuvas no Litoral Norte

Daniela Andrade/PMSS

Governador Tarcísio de Freitas

Governador Tarcísio de Freitas em reunião do comitê de crise em São Sebastião

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), conversou com jornalistas no início da tarde desta segunda-feira, 20, e afirmou que há a possibilidade de que trechos da rodovia BR-101 – conhecida como Rio-Santos – deixem de existir em decorrência das fortes chuvas ocorridas no Litoral Norte. Segundo o político, que sobrevoou as áreas devastadas em São Sebastião pela manhã, foram identificados 10 pontos de bloqueios e ainda não é possível saber o que sobrou da via. “A gente contabilizou mais de 10 pontos de bloqueio, alguns de grande extensão, em alguns pontos a gente não sabe exatamente o que sobrou da rodovia, porque é um volume de terra tão grande que se deslocou em uma extensão tão grande que a gente até levanta a hipótese da rodovia ter sido arrastada junto, da rodovia não existir mais”, disse. Desde o fim de semana, mais de 30 pessoas morreram e outras 40 estão desaparecidas na região em decorrência da forte precipitação. O ex-ministro da Infraestrutura, no entanto, pontuou a necessidade de que haja um trabalho conjunto entre os poderes federal, estadual e municipal para que os esfoços sejam concentrados e haja assistência aos impactados, desabrigados e menos favorecidos. “Todos os feridos estão no hospital regional de Caraguatatuba, alguns estão em UTI. Os mais graves serão transferidos para São José dos Campos”, afirmou. Tarcísio ainda revelou que os planos para o local envolvem a liberação de trecho da Rio-Santos até a Barra do Sahy, para que parte dos turistas consigam acessar a Rodovia dos Tamoios e retornar à capital paulista. A volta a São Paulo, no entanto não foi recomendada de imediato pelo governador, que aconselhou aos paulistanos que esperem os próximos dias para que deixem o litoral. De acordo com o político estadual, há registros de pessoas com problemas nas compras por cartão de crédito e débito, já que a comunicação e a conexão com a internet foram afetadas através do rompimento de cabos de fibra óptica.

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