EUA e Irã negociam na Suíça em meio ao impasse com Israel no Líbano

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Representantes dos EUA e do Irã se reuniram neste domingo, na Suíça, pela primeira vez desde a assinatura de um memorando para um acordo de paz no Oriente Médio. A reunião durou cerca de 80 minutos e ocorreu em meio ao impasse da guerra no Líbano entre Hezbollah e Israel. De acordo com a delegação iraniana, o acordo final depende do fim da guerra em todas as frentes, inclusive no Líbano. Palavras-chave: diplomacia, Oriente Médio, Irã, EUA, Hezbollah, Israel. Meta descrição: EUA e Irã avançaram em negociações em Suíça sobre um acordo de paz regional, mas condicionam a conclusão ao fim da guerra em múltiplas frentes, incluindo o Líbano.

Em meio ao clima tenso, o Irã e o Hezbollah discutiram medidas para cumprir o memorando, enquanto Israel reforça sua posição no Líbano. A reunião surge após o recuo de hostilidades e busca por uma saída diplomática para o conflito que se estende pela região.

O encontro ocorreu em meio à pressão internacional para reduzir a violência na região e ao desligamento de discussões sobre liberação de recursos e exportações de petróleo iraniano, que ainda enfrentam sanções externas. A delegação iraniana destacou a necessidade de encerrar o conflito no Líbano para avançar rumo ao acordo definitivo.

“Sem a implementação dessas disposições, especialmente o parágrafo 1 (encerramento da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano), não é possível prosseguir para a fase de negociação do acordo final”, disse o porta-voz Esmaeil Baqaei.

“O Irã deve impedir imediatamente que seus agentes bem pagos no Líbano causem problemas. Se não o fizerem, atacaremos o Irã com muita força novamente, assim como fizemos na semana passada, só que com mais força!”

“Não levamos em conta as ameaças dos americanos. Nossas forças armadas estão prontas para responder de outra maneira. Por mais que falem, somos nós que agimos”, respondeu MB Ghalibaf, líder parlamentar iraniano.

“O que o presidente nos pediu foi que virássemos a página, que transformássemos nosso relacionamento com o povo do Irã”, afirmou JD Vance, vice-presidente dos EUA, antes da reunião com a delegação iraniana, ressaltando o avanço diplomático recente.

“Israel não se retirará da zona de segurança no Líbano”, afirmou o ministro da Defesa, Israel Katz, reiterando a posição de Tel Aviv de manter as tropas na região para enfrentar supostas ameaças.

Hezbollah, por sua vez, avisou que qualquer violação da ocupação israelense será respondida pelo grupo, com o secretário-geral Sheikh Naim Qassem lembrando que o apoio dos EUA permite que Israel avance no território libanês.

As negociações seguem sob escrutínio internacional, com a esperança de transformar os entendimentos em ações que encerrem as hostilidades na região. Como você lê o cenário atual no Oriente Médio e o papel das grandes potências nesse processo?

Comentários seus ajudam a entender diferentes perspectivas sobre a diplomacia em tempos de conflito. Participe colocando sua opinião abaixo.

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