‘Ucrânia será membro da Otan’, garante secretário-geral da organização

Publicado em

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

Jens Stoltenberg afirmou que os membros da aliança concordaram com ingressos dos ucranianos, mas, a longo prazo; decisão é um linha vermelha absoluta para Moscou

Heikki Saukkomaa / Lehtikuva / AFP

jens Stoltenberg

Secretário-geral da Otan durante entrevista coletiva para falar sobre ingresso de Ucrânia, Suécia e Finlândia à Aliança

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, garantiu nesta terça-feira, 28, que a Ucrânia vai ser um membro da Otan, porém, a longo prazo. “Os países da Otan concordam que a Ucrânia se torne membro da aliança, mas ao mesmo tempo é uma perspectiva de longo prazo”, disse Stoltenberg durante uma visita à Finlândia, outro país candidato à adesão. A entrada da Ucrânia na Otan é uma linha vermelha absoluta para Moscou, que usou exatamente essa possível adesão para justificar sua invasão, que completou um ano na sexta-feira, 24. “A questão agora é garantir que a Ucrânia continue sendo uma nação independente e soberana e, para isso, temos que apoiar a Ucrânia”, disse Stoltenberg aos jornalistas. “A guerra do presidente Putin na Ucrânia continua, e não há sinal de que ele vá mudar seus planos. Quer controlar a Ucrânia e não está se preparando para a paz, mas para mais guerra”, insistiu o chefe da aliança militar ocidental. “Devemos encontrar marcos que garantam que o presidente Putin e a Rússia não vão voltar a invadir a Ucrânia”, disse ele ao lado da primeira-ministra finlandesa, Sanna Marin.

Stoltenberg afirmou ainda que “chegou a hora” de Turquia e Hungria ratificarem a entrada de Finlândia e Suécia na Otan. Ambos são os únicos dos 30 membros da Otan que ainda não validaram a entrada dos dois países nórdicos na aliança. No calor da guerra na Ucrânia e temendo por sua segurança, Suécia e Finlândia pediram para aderir à aliança e encerrar décadas de neutralidade militar. “Tanto a Finlândia quanto a Suécia cumpriram o que haviam prometido em seu acordo trilateral com a Turquia em junho passado em Madri”, insistiu o secretário-geral da Otan. Ancara está bloqueando, em particular, a entrada da Suécia e poderá ratificar apenas a adesão da Finlândia. Nesta terça-feira, o ministro turco das Relações Exteriores, Mevlüt Cavusoglu, informou que as negociações para adesão dos países nórdicos à Aliança serpa retomada no dia 9 de março. O governo da Turquia suspendeu as negociações no fim de janeiro, ao adiar uma reunião entre os três países prevista para fevereiro, depois que várias manifestações antiturcas e contra o islã foram organizadas na capital da Suécia, Estocolmo.

Os protestos revoltaram o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que advertiu a Suécia que não apoiaria a candidatura do país a integrar a Organização do Tratado do Atlântico Norte. Em visita a Ancara este mês, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, fez um apelo para a integração imediata de Finlândia e Suécia à organização. Na segunda-feira, o chefe da diplomacia turca considerou que “a Suécia não adotou nenhuma medida satisfatória” com este objetivo, mas reconheceu progressos nas negociações.”Sem estes avanços, consideramos impossível dizer ‘sim’ à adesão da Suécia à Otan”, afirmou Cavusoglu. A Turquia acusa a Suécia de abrigar militantes e simpatizantes curdos que, segundo as autoridades turcas, são “terroristas”, em particular os integrantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

Que você achou desse assunto?

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

- Publicidade -

ASSUNTOS RELACIONADOS

Milhares de pessoas tomam às ruas da Colômbia em manifestações contra as reformas de Petro

Centenas de milhares de colombiano foram às ruas da Colômbia neste domingo (21) para protestar contra o governo de Gustavo Petro, em um momento de queda da sua popularidade, após 20 meses de gestão. O grupo diversificado de manifestantes contava com organizações médicas, forças políticas de centro, oposição e antigos aliados de esquerda com diversas

Médica que enfrentou epidemia de ebola em 2014 diz estar ’em paz’ com vírus

PATRÍCIA CAMPOS MELLOOXFORD, REINO UNIDO (FOLHAPRESS) - "Para meningite, nós temos um tratamento e uma vacina. A malária mata muito mais gente, mas existe tratamento. Para pacientes com ebola, só podemos dizer que, se eles chegarem cedo [ao hospital], a família deles não vai morrer [contaminada]." Foi com resignação que a infectologista italiana Livia Tampellini

Homem sentenciado a cerca de 90 anos de prisão por morte de filho bebê

Um homem da Dakota do Sul, nos Estados Unidos, foi condenado a quase 90 anos de prisão pela morte do seu filho bebê, em 2021. Dylan Castimore, de 24 anos, foi alvo de uma sentença de 100 anos de prisão, 10 dos quais em pena suspensa e crédito por outros dois anos passados na prisão