Em decisão neste sábado, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou o pedido para que o presidente argentino Javier Milei pudesse visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro no dia 25 de julho, mantendo as restrições que impedem visitas com finalidade político-partidária por 30 dias.
Moraes informou que o requerimento ficou prejudicado pelas medidas cautelares, que suspenderam visitas com finalidade político-eleitoral por 30 dias, salvo visitas médicas, fisioterapêuticas e de advogados.
A decisão, conforme Moraes, segue o entendimento da PGR (Procuradoria-Geral da República) e ampliou as restrições, proibindo o ex-presidente de receber visitas com finalidade político-eleitoral até as eleições de 2026. Também determinou que Bolsonaro não divulgue manifestos políticos, nem por terceiros.
Além do pedido de Milei, a defesa solicitou autorização para uma comitiva formada pelo ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirino; a secretária-geral da presidência, Karina Milei; e o intérprete Enrique Luis de Boero Baby.
Javier Milei já havia informado que virá ao Brasil em 25 de julho para a convenção nacional do PL, que confirmará a candidatura do senador Flávio Bolsonaro, em São Paulo, e pretendia aproveitar a passagem para visitar Bolsonaro.
Na noite desta sexta-feira, o senador Flávio Bolsonaro (PL) criticou a decisão, chamando-a de ilegal, desproporcional e cruel, e afirmou que a ação de Moraes impede a possível volta de Bolsonaro ao cenário político.
O tema segue em evidência no cenário político, com impactos potenciais na agenda de Milei e na relação entre Brasil e Argentina. Deixe sua opinião nos comentários: você concorda com a decisão do STF? Como você enxerga o impacto dessa decisão nas próximas visitas entre os dois países?
