Projeto quer proibir entregador de subir em apartamentos do DF

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Após episódios polêmicos de discussões entre entregadores de aplicativo e moradores do Distrito Federal, um Projeto de Lei (PL) protocolado na Câmara Legislativa tenta dar ponto final à pergunta: o entregador é obrigado a subir até o apartamento? O texto quer estabelecer que a entrega seja feita na portaria, proibindo o consumidor que mora em condomínio de exigir o pedido na porta.

O PL é de autoria do deputado distrital Fábio Felix (Psol), a pedido de representantes de entregadores do DF. Caso a proposição seja aprovada, quem pedir comidas ou outros produtos por aplicativo de dentro de condomínios verticais ou horizontais deverá ir até a portaria buscar.

Caso o entregador precise ir até o apartamento ou unidade individual de condomínio, ficaria estabelecida ainda uma remuneração a mais para ele. O texto não determina quem pagaria essa taxa, se ela ficaria a cargo do consumidor ou da plataforma, mas dá abertura para que as empresas cobrem esse adicional do morador que receber a encomenda na porta.

Essa taxa só não seria cobrada dos consumidores com mobilidade reduzida ou necessidades especiais. O projeto também traz que os aplicativos de entrega devem “conter mecanismos para que os entregadores informem que o consumidor exigiu a entrega em área interna de condomínio ou que o tempo de tolerância de retirada em portaria foi esgotado”.

Na justificativa do projeto, Fábio Felix cita “a pesada rotina dos trabalhadores de aplicativos”, que é dificultada “por exigências descabidas e atos de desrespeito”.

“Um desses casos ocorre quando moradores de condomínios, horizontais ou verticais, exigem que os entregadores adentrem nas áreas comuns. Além de isso os submeter a procedimentos de segurança que levam tempo prejudicando outras entregas, a remuneração por eles recebida não compensa esse adicional ao serviço. Mais que uma questão de justiça remuneratória, esse tipo de exigência submete os entregadores a situações vexatórias.”

O projeto foi protocolado na Câmara Legislativa na última semana e precisa de aprovação em dois turnos e sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB) para se tornar lei.

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