Ministro aposentado, Lewandowski comandará Observatório de Instituições da USP

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Após a aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski chefiará o Observatório de Instituições da Universidade de São Paulo (USP). O ex-ministro, que também é professor da Faculdade de Direito, presidia o Conselho Curador do Observatório.

 

Lançado em setembro de 2022, o centro de pesquisa congrega especialistas nacionais e internacionais com o objetivo de analisar o desempenho das instituições brasileiras, nas suas diversas modalidades, da família ao Estado brasileiro, e propor debates sobre sua organização e funcionamento.

 

O ministro aposentado afirma que o seu objetivo será fazer com que o Observatório de Instituições da USP não seja apenas um órgão acadêmico, “que viva numa torre de marfim”. “Mas que seja um órgão que interaja com a sociedade”, pontuou em entrevista à revista eletrônica Consultor Jurídico.

 

Segundo Lewandowski, entre os temas que serão estudados pelo Observatório estão a dinâmica dos Três Poderes, o federalismo brasileiro e o papel das políticas públicas. 

 

À revista, Lewandowski afirmou que inicialmente o grupo vai se debruçar sobre pesquisas já iniciadas sobre a participação das mulheres na política. A intenção é diagnosticar causas e eventuais perspectivas para ampliar a atuação delas. O grupo também quer sugerir medidas para que as mulheres tenham mais acesso aos cargos diretivos nos partidos. Em um segundo momento, o Observatório deve debater sugestões de melhorias para o Sistema Único de Saúde (SUS).

 

“Já temos alguns dados que mostram que apesar das ações afirmativas, sejam legais, sejam financeiras, para aumentar a participação da mulher na política, não houve o avanço desejado. Nós todos desejamos que as mulheres tenham a participação merecida no plano da política, dos negócios, artes, academia. E esse é o primeiro estudo que nós vamos fazer: identificar quais são as causas e quais são, eventualmente, as perspectivas de ampliarmos a participação das mulheres”, disse à publicação ao sinalizar a possibilidade de sugestões de mudanças nas estruturas dos partidos políticos para que mulheres tenham mais acessos aos cargos eletivos. 

 

Na visão de Ricardo Lewandowski, o órgão, ligado à Reitoria da Universidade, terá a missão de pensar as instituições brasileiras não de forma retrospectiva, mas prospectiva, visando a atuação no futuro. A entidade espera dialogar com a sociedade civil e passar a receber demandas das entidades privadas que pautem novas pesquisas. 

 

Na avaliação dele, a bipartição entre Estado e sociedade é uma característica que distingue negativamente o Brasil de outros países, especialmente os mais avançados “economicamente, socialmente e culturalmente”.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Turista morre após cair de cachoeira de 40 metros ao tentar tirar foto em Ponta Grossa

Um turista morreu após cair de uma cachoeira de aproximadamente 40 metros no Parque São Jorge, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do...

MPF recorre para manter na Justiça Federal ação contra igreja

Rovena Rosa/Agência Brasil MPF recorre da decisão que transferiu da Justiça Federal a ação civil pública contra a Igreja Universal do Reino de...

Audiências sobre tragédia de Brumadinho tem início nesta segunda

As audiências do processo criminal que apura responsabilidades pelo rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, começaram nesta segunda-feira (23/2)....