Feira: MP-BA notifica prefeitura para melhorar acesso à saúde e gestão culpa regulação por problemas

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A Prefeitura de Feira de Santana informou que não recebeu nenhuma notificação da Justiça ou do Ministério Público relacionada à saúde municipal. O MP-BA acionou, por meio do promotor Audo da SIlva Rodrigues, o município para que medidas necessárias para manter a regularidade e continuidade dos atendimentos prestados nas unidades de saúde da rede pública municipal.

 

A gestão municipal informou que tem desempenhado “um papel essencial no cuidado com a saúde da população”, destacando que 2,2 milhões de atendimentos foram realizados no primeiro semestre de 2023.

 

O promotor pediu que a Justiça determinasse a adoção de medidas, para que o atendimento continuasse de forma regular, sobretudo aquelas submetidas à gestão compartilhada com o setor privado, mediante termos de colaboração.

 

A prefeitura reforçou que no Hospital Municipal da Mulher de Feira de Santana foram realizados 4.191 partos e pacientes de 82 cidades foram atendidos. “O hospital tem sido fundamental para atender às necessidades das gestantes da região. Além disso, a presença de sete unidades de urgência e emergência do município é uma prova clara do compromisso da prefeitura de Feira de Santana em fornecer atendimento de qualidade para situações urgentes”, disse a gestão.

 

O promotor de Justiça Audo Rodrigues levou em consideração a prefeitura optar por conceder o gerenciamento compartilhado de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), policlínicas e Unidades Básicas de Saúde a particulares.

 

Para ele, o muicípio foi ineficiente na fiscalização da observância dos contratos, o que teria resultado na má prestação do atendimento destinado à população na execução dos termos de colaboração. “No entanto, verifica-se evidente deficiência no exercício da função de controle”, salientou.

 

Já a prefeitura, lamentou que o atendimento, nas unidades de urgência e emergência municipais, seja prejudicado pela espera de pacientes na fila da regulação. A gestão informou que hoje, 25 pacientes aguardam transferência para uma UTI do Estado.

 

“Situação preocupante e que tem resultado em perdas trágicas de vidas. No ano passado, 438 pessoas morreram aguardando a regulação e este ano, 178 pessoas já perderam a vida, somente em Feira de Santana. É importante a cooperação entre os níveis de governo para garantir a saúde e a vida dos cidadãos”, ressaltou.

 

O promotor mencionou que o serviço foi afetado, em diversas vezes, de forma negativa, resultando em restrição de atendimento e até na paralisação dos profissionais da área, que realizaram uma greve por atraso de pagamento do décimo terceiro salário do ano passado, e paralisaram por outras duas vezes neste ano.

 

A prefeitura destacou também que outra situação que merece atenção é o Hospital Estadual da Criança, que está fechado para parturientes não reguladas, o que representa riscos à vida das gestantes e dos bebês, além de sobrecarregar o Hospital da Mulher. O Hospital Geral Cleriston Andrade, que é do Estado, e fica em Feira de Santana, atende 126 municípios.

 

A gestão de Feira de Santana afirmou seu compromisso em proporcionar uma saúde de qualidade à população e disse que está disposta a buscar cooperação para superar os desafios enfrentados. “Destacamos a importância da atuação conjunta com o Estado para aprimorar a infraestrutura de saúde em Feira de Santana. É fundamental que o Estado forneça os equipamentos de saúde necessários para garantir um atendimento adequado e evitar perdas lamentáveis de vidas”, finalizou.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Mulher é levada à delegacia após não pagar acarajé em Salvador

Salvador, Brasil — Uma mulher de 28 anos foi encaminhada à Central de Flagrantes depois de não pagar por um acarajé em um...

EUA e Irã devem assinar acordo de cessar-fogo neste domingo; entenda

Em meio a tensões no Oriente Médio, o presidente dos EUA, em seu segundo mandato, negocia com o Paquistão para fechar um cessar-fogo...

Facções criminosas viraram redes de empresários do crime, diz PF

As facções criminosas no Brasil deixaram de ser apenas grupos de tráfico tradicionais. Hoje operam como redes complexas, com atividades diversificadas, governança informal...