PCDF ouve novas vítimas de dentista investigado por estuprar blogueira

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Após a divulgação da prisão do dentista Gustavo Najjar por estuprar uma influenciadora, policiais da 5ª Delegacia de Polícia (área central) do Distrito Federal colheram o depoimento de outras duas mulheres que também acusam o profissional de saúde de ter as molestado sexualmente.

A primeira vítima, uma mulher de 31 anos, afirmou que o autor teria cometido o abuso em dezembro de 2022 durante um curso ministrado por ele em Fortaleza (CE), conforme a coluna revelou.

Na ocasião, o autor teria pedido para a vítima permanecer na sala de aula durante a pausa do intervalo para o almoço, sob o pretexto dele avaliar uma cirurgia que ela tinha feito nos seios.

Najjar perguntou se a vítima tinha ficado com flacidez nos seios após a cirurgia e pediu para vê-los, tendo esta, a princípio, negado. Porém, após o autor insistir dizendo que o exame seria estritamente profissional, ela levantou a blusa. O dentista disse que realmente ela não tinha flacidez e pegou em seu seio, passando a acariciá-lo.

A mulher logo mandou ele parar e saiu em direção a porta para ir embora, momento em que o autor entrou em sua frente, lhe segurou e tentou beijá-la, dizendo que apenas soltaria  quando ela se acalmasse.

A segunda, uma mulher de 44 anos, relatou que o autor teria lhe molestado em seu consultório, em agosto de 2020, durante a realização de um procedimento estético.

Ela disse que foi a última paciente a ser atendida por ele e que só estavam os dois no consultório, tendo a mulher ido ao local para fazer uma avaliação para a aplicação de fios na face.

Após ser avaliada, ela decidiu realizar a operação naquele mesmo momento. A vítima disse que durante o procedimento passou a sentir dor, tendo o autor lhe ministrado um comprimido para que ela ficasse mais relaxada. Contou que, após tomar a medicação, ficou mais “lenta” e se recorda do autor passando as mãos em seu rosto como se o acariciasse.

Em seguida o dentista perguntou se ela tinha feito algum procedimento cirúrgico e a vítima disse que tinha colocado silicone nos seios. O autor perguntou se ela tinha flacidez nos seios e pediu para ver.

A vítima disse que estava confusa com a medicação ingerida e não se recorda de como as coisas foram acontecendo, mas lembra de estar em pé, em frente a um espelho, com o suspeito a abraçando por trás com as mãos em seus seios.

Ela tentava se livrar e apenas conseguiu ir embora do consultório após sua mãe passar a telefonar de forma insistente.

Uma terceira vítima prestará depoimento nesta quinta feira e também acusa o autor de ter lhe importunado sexualmente durante um atendimento em seu consultório.

Os casos relatados podem ser enquadrados como crimes de importunação sexual e de estupro de vulnerável e serão apurados em inquéritos policiais autônomos.

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