Câmara deve votar taxação dos ‘super-ricos’ nesta terça-feira

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


img20231003200419698med

Lideranças da Câmara dos Deputados planejam votar nesta terça-feira, 24, o Projeto de Lei 4.173/2023, mais conhecido como PL dos “super-ricos”. O intuito do PL é aumentar a arrecadação do governo por meio de taxações de aplicações financeiras fora do Brasil (offshores), entre 15% e 22,5%, e taxações de fundos exclusivos do Brasil (onshores) em 6% – a Fazenda estima arrecadar cerca de R$ 7,05 bilhões no próximo ano com a medida. Inicialmente, a proposta do Palácio do Planalto era votar o texto na semana passada. Inclusive, a proposta chegou a ser incluída na pauta para votação na última terça-feira, 17, pelo presidente interino da Casa, Marcos Pereira (Republicanos-SP). No entanto, líderes e aliados do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), negaram a antecipação da votação, mantendo acordo para votação nesta terça, após retorno do político alagoano de viagem oficial à China e à Índia. Ao mesmo tempo, o relator da matéria, deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), ainda tenta construir acordo com a bancada ruralista sobre o aumento no número de cotistas nos fundos de investimento em cadeias agroindustriais (Fiagros), bem como com outros setores contrários à matéria.

Como o site da Jovem Pan antecipou, a equipe econômica enfrenta resistências neste segundo semestre para colocar em discussão pautas de interesse do Executivo. Diferente dos primeiros seis meses da política neste ano, marcado pela aprovação de matérias como a lei do Carf, o arcabouço fiscal e a reforma tributária, desta vez, a equipe do ministro Fernando Haddad (PT) encontra entraves para emplacar suas prioridades. Interlocutores ouvidos pelo site da Jovem Pan afirmam que três motivos dificultam o avanço das pautas, especialmente na Câmara: lobby dos setores, rusgas na comunicação governo-base e, a mais importante, a vontade política de Arthur Lira. Aliados do político alagoano afirmam que a decisão de segurar a apreciação da matéria, considerada uma das prioridades da Fazenda, é consequência das negociações de cargos com o Centrão e busca pressionar a nomeação pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do novo presidente da Caixa Econômica Federal.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

A seis dias do fim do prazo, 30% ainda não enviaram declaração do IR

A Receita Federal já recebeu 30.694.236 declarações do IR 2026 (ano-base 2025), representando 69,8% das 44 milhões de declarações previstas para este ano....

Ex-presidente da OAB-MG, Sérgio Leonardo assume defesa exclusiva de Vorcaro

Ex-presidente da OAB-MG assume defesa exclusiva de Vorcaro. Sérgio Leonardo, atual procurador-geral da OAB Nacional, passa a representar exclusivamente Daniel Vorcaro, dono do...

CNI protocola ação no STF contra o fim da ‘taxa das blusinhas’

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) protocolou no STF uma ação de inconstitucionalidade contra o fim da chamada “taxa das blusinhas”, que incidia...