PF aposenta ex-deputado bolsonarista cassado por fake news

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Primeiro caso de político cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral por disseminar fake news, o ex-deputado federal e ex-deputado estadual Fernando Francischini acaba de encerrar sua carreira como delegado da Polícia Federal.

O Diário Oficial da União desta quarta-feira (6/12) trouxe o despacho que concedeu aposentadoria a Francischini, assinado pelo diretor de Gestão de Pessoas da PF, Guilherme Monseff de Biagi.

Embora a reforma da previdência tenha elevado a 55 anos a idade para aposentadoria de policiais federais de ambos os sexos que tenham ingressado no serviço após a aprovação do texto, o ex-deputado bolsonarista, que tem 53 anos, pôde pendurar o distintivo graças ao cumprimento de um período adicional de contribuição.

Um dos articuladores da primeira campanha presidencial de Jair Bolsonaro, Fernando Francischini teve o mandato de deputado estadual no Paraná cassado pelo TSE em outubro de 2021. Foi o primeiro caso de cassação por disseminação de fake news no país.

Por seis votos a um, os ministros consideraram o agora delegado aposentado culpado de uso indevido dos meios de comunicação, abuso de poder político e de autoridade por espalhar notícias falsas sobre fraudes nas urnas eletrônicas na eleição presidencial de 2018.

Em junho de 2022, ele obteve uma liminar do ministro do STF Nunes Marques para retomar o mandato, mas a Segunda Turma cassou a decisão dois dias depois.

Pai do deputado federal Felipe Francischini, do União Brasil, Fernando Francischini ocupa atualmente um cargo comissionado na Secretaria de Justiça do governo Ratinho Júnior, no Paraná. O salário bruto dele é de R$ 10.095,25.

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