Ministro da Defesa diz que não permitirá ‘em hipótese nenhuma’ que Maduro use o Brasil para invadir a Guiana

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

fup20230517199

O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou nesta segunda-feira, 11, que o Brasil não se envolverá em um possível conflito entre Venezuela e Guiana, nem permitirá que tropas venezuelanas atravessem seu território para chegar ao país vizinho. A declaração foi feita durante um almoço com jornalistas no comando da Marinha. Segundo o ministro, a questão é tratada pela diplomacia e cabe à Defesa garantir a integridade do território nacional. Múcio também mencionou que já havia planos de aumentar a presença das Forças Armadas em Roraima, mas a situação atual acelerou esse processo. Atualmente, existem 20 blindados e 150 soldados na região, e a tendência é que esse número aumente um pouco. A declaração ocorre no momento em que os dois países em meio a uma disputa territorial entre os países. “O Brasil não vai se envolver em hipótese nenhuma. O presidente (Luiz Inácio Lula da Silva) dá consciência disso e nós já reforçamos. Já era ideia nossa reforçar Roraima porque Roraima tem o problema dos índios, problema dos garimpeiros, problema de drogas, problema de todo mundo. Evidentemente, que precipitamos e estamos aumentando o contingente lá em um tempo mais curto para evitar qualquer problema”, disse o ministro da Defesa.

Por mais de um século, Venezuela e Guiana disputam o território de Essequibo. Sob controle guianense desde o fim do século 19, a região abriga 125 mil pessoas. Ambos os países reivindicam direitos baseados em documentos internacionais. A Guiana sustenta sua propriedade com base em um laudo de 1899, emitido em Paris, que estabeleceu as fronteiras atuais quando a Guiana era um território britânico. A Venezuela alega a posse com base em um acordo de 1966 com o Reino Unido, antes da independência da Guiana, anulando o laudo arbitral e estabelecendo bases para uma solução negociada. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, baixou o tom e disse que espera “sentar e conversar” sobre Essequibo. “A Guiana e a ExxonMobil terão que dialogar conosco. Queremos paz e compreensão”, afirmou o líder venezuelano.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

EUA matam número dois do Estado Islâmico em operação conjunta com a Nigéria

Resumo curto: o atual presidente dos Estados Unidos, em seu segundo mandato, informou que uma operação conjunta com a Nigéria tirou de combate...

Israel mata o líder do braço armado do Hamas

Um líder da ala militar do Hamas, Ezedin Al Hadad, foi morto em um ataque aéreo israelense na Cidade de Gaza, segundo autoridades...

Após pressão de Xi Jinping, Trump adverte Taiwan e diz que se opõe a independência da ilha

Trump avisa Taiwan contra independência diante da pressão de Xi: Donald Trump, em seu segundo mandato, disse que Taiwan não pode declarar independência,...