Fitch rebaixa nota da Braskem e fala em aumento de riscos ambientais

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A Fitch Ratings, uma das três principais agências de classificação de risco do mundo, rebaixou a nota de crédito da Braskem em escala global, de “BBB-” para “BB+”, com perspectiva negativa.

Na prática, a Fitch avalia que aumentou o risco de a empresa não honrar seus compromissos.

Além da holding, a Fitch rebaixou as notas de crédito das subsidiárias da Braskem nos Estados Unidos e na Holanda.

Um dos fatores que levaram a essa decisão da agência foi o pediddo do Ministério Público Federal (MPF), da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) de um bloqueio de R$ 1 bilhão nas contas da companhia.

Há duas semanas, a própria Braskem reconheceu que a situação da empresa era “preocupante”, em meio à possibilidade de uma catástrofe ambiental causada pela exploração de minas de sal-gema em Maceió. A capital alagoana teve o solo comprometido em diversas regiões – cinco bairros foram evacuados.

“Os ratings negativos refletem o aumento dos riscos ambientais e as novas reclamações de R$ 1 bilhão (US$ 200 milhões) associadas ao possível colapso de uma mina de sal no contexto do evento geológico em Alagoas, o que poderia piorar o perfil do fluxo de caixa da empresa”, diz a Fitch em seu relatório.

“A Fitch espera que o FCF (fluxo de caixa para financiamento) fique negativo por um período mais longo do que o esperado, enquanto a empresa permanece exposta a uma desaceleração prolongada no setor petroquímico, o que resultou em um aumento significativo da dívida líquida”, afirma a agência de risco.

De acordo com o comunicado, a decisão da Fitch não levou em consideração a redução de produção da empresa no curto prazo, mas um conjunto de fatores. “O evento geológico poderá ser um catalisador de deterioração financeira, aumentando o passivo da Braskem, uma vez que o número de processos cobrados à empresa poderá aumentar”, diz a nota.

“A Fitch vê uma exposição incremental aos impactos sociais de novas reivindicações e custos de reparação para as vítimas e comunidades que vivem em áreas próximas, além das 14.446 famílias realocadas para outras regiões. Isto poderá ter um impacto negativo no perfil de crédito, pois prejudica a reputação da empresa e pode pôr em risco o FCF.”

 

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