Número dois da ala política do Hamas morre em ataque de Israel ao Líbano

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Vice-chefe do escritório político do Hamas, Saleh al-Arouri foi morto na noite desta terça-feira (2) em Beirute em um ataque de Israel. A informação foi confirmada por três pessoas com conhecimentos sobre o assunto à agência de notícias Reuters –questionado, o Exército de Tel Aviv não respondeu.

Apesar de estar oficialmente ligado à ala para assuntos políticos da organização palestina, Arouri era conhecido por ter envolvimento com assuntos militares.

Futuro da Faixa de Gaza

Nesta mesma terça-feira, o chefe do Hamas, Ismail Haniyeh, disse que está aberto a ideia de que um único governo palestino administre a Cisjordânia ocupada e Gaza –território controlado pelo grupo terrorista.

“Recebemos inúmeras propostas de iniciativas acerca da situação interna [palestina] e estamos abertos à ideia de um governo nacional para a Cisjordânia e Gaza”, declarou ele.

O Hamas controla a Faixa de Gaza desde que venceu as eleições palestinas de 2006, que foram seguidas por fortes confrontos com o partido Fatah, do presidente da Autoridade Nacional Palestina Mahmud Abbas. As múltiplas tentativas de reconciliação entre as duas facções fracassaram, e a popularidade de Abbas como chefe da Autoridade Palestina na Cisjordânia caiu.

A questão de quem governará Gaza está de volta à mesa desde a eclosão da guerra entre o Hamas e Israel, cujo governo prometeu destruir o movimento palestino.

Os Estados Unidos insistem que os palestinos devem fazer parte da administração do pós-guerra, mas o futuro papel da ANP, órgão instituído após os Acordos de Oslo como um governo de transição até a criação de um Estado palestino até hoje inexistente, permanece incerto.

No discurso de Haniyeh, transmitido pela rede Al-Jazeera, o chefe do Hamas também se referiu às negociações sobre uma possível segunda trégua nos combates.

Um cessar-fogo anterior abriu caminho para que quase metade dos 250 reféns sequestrados em Israel em 7 de outubro fossem libertados por militantes de Gaza. Pelo menos 129 pessoas continuam em cativeiro.

“Os prisioneiros do inimigo serão libertados apenas nas condições estabelecidas pela resistência”, declarou Haniyeh, sem dar maiores detalhes.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Colombianos encaram com surpresa e medo 2º turno entre esquerda e extrema direita

A Colômbia se aproxima do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 21 de junho, entre o outsider Abelardo de la Espriella e...

Equipes buscam nova entrada em caverna no Laos para encontrar desaparecidos

Equipes de resgate no Laos redirecionaram os esforços na busca por dois homens desaparecidos há cerca de 15 dias dentro de uma cavidade...

EUA ameaçam retomar guerra com o Irã em meio a negociações estagnadas

Resumo curto: os EUA afirmam ter condições de retomar a guerra contra o Irã caso suas as chamadas “linhas vermelhas” sejam respeitadas, em...