Eleição presidencial em Taiwan pode afetar laços com a China

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A votação para eleger o novo presidente de Taiwan, ilha autogovernada reivindicada pela China, foi encerrada neste sábado, 13. O resultado deve ser divulgado ainda hoje. A escolha do presidente é crucial para a paz e estabilidade da ilha, que está localizada a 160 quilômetros da costa chinesa. Durante a campanha, questões internas como a economia lenta e os altos custos imobiliários foram temas importantes. O Partido Democrático Progressista (DPP), que está no poder desde 2016, busca um novo mandato com o atual vice-presidente, Lai Ching-te. A atual presidente, Tsai Ing-wen, não pode participar das eleições por estar em seu segundo mandato. Ching-te votou em sua cidade natal, Tainan, e encorajou todos os cidadãos a fazerem o mesmo, destacando a importância da democracia.

O Partido Nacionalista, conhecido como Kuomintang, é representado por Hou Yu-ih, prefeito de Nova Taipé. O partido alega que a continuidade do DPP pode levar a conflitos com Pequim e define a eleição como uma escolha entre “guerra e paz”. Favorito, o candidato governista Lai Ching-te já se descreveu como um defensor da independência de Taiwan, mas moderou seu discurso e adotou uma postura semelhante à da atual presidente, afirmando que a ilha já é independente.

Além dos partidos dominantes, há também uma força alternativa representada pelo ex-prefeito de Taipé, Ko Wen-je, que concorre com o Partido Popular de Taiwan. A eleição na ilha é vista como tendo uma influência significativa no cenário geopolítico, determinando a natureza dos laços com a China e afetando a situação no Mar do Sul da China. A administração do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu apoiar qualquer candidatura vencedora nas eleições em Taiwan.

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