Alexandre de Moraes era “professora” em diálogos que monitoravam rotina do ministro

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, tinha um “codinome” nos diálogos envolvendo os então assessores da presidência da República Marcelo Câmara e Mauro Cid. Ele era chamado de “professora”. Em registros telemáticos, ambos trocam informações sobre a rotina de Moraes, que incluíam o deslocamento do ministro entre Brasília e São Paulo, onde mantém residência fixa.

 

De acordo com as investigações da Polícia Federal (PF), os investigados tinham informações privilegiadas sobre a rotina de Moraes, o que supostamente envolveria uso de equipamentos “fora do alcance legal das autoridades de controle oficiais”. 

 

“As reuniões ocorridas no Palácio da Alvorada, no contexto das quais foi apresentada a minuta do decreto de golpe de Estado, que previa a prisão do ministro do STF, a representação salienta que o grupo criminoso tinha intenções reais de consumar a subversão do regime democrático, capturando e detendo o então chefe do Poder Judiciário Eleitoral. As investigações também demonstram que, pelo menos, desde o dia 15.12.2024, Marcelo Costa Câmara já possuía o itinerário exato do deslocamento do ministro pelos próximos 15 dias”, aponta a Procuradoria-Geral da República em manifestação no processo.

 

Em um trecho da decisão que resultou na Operação Tempus Veritatis, Moraes repassa outro trecho apontado pela PGR. “Intitulado como “professora”, a vida privada e a liberdade de locomoção do Ministro foram acompanhadas pelo grupo criminoso, ao menos até seu retomo de São Paulo para Brasília, para presenciar a cerimônia de posse de Luiz Inácio Lula da Silva como Presidente da República”, detalha.

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