A defesa de Jair Bolsonaro sustenta ao STF que o ex-presidente não tinha conhecimento de que a carta entregue ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seria tornada pública. A manifestação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que resultou na condenação do ex-chefe do Executivo.
A resposta aos questionamentos de Moraes chegou após Flávio ter lido o documento e procedido à sua publicação nas redes. O ministro havia determinado um prazo de 48 horas para esclarecimentos, e, na mesma decisão, suspendeu por 90 dias as visitas do senador ao pai, entendendo que houve descumprimento das medidas cautelares impostas.
Na petição, os advogados afirmam que Bolsonaro “jamais soube” que o conteúdo seria publicado e negam qualquer acordo prévio para a divulgação do manuscrito. Segundo a defesa, a decisão de tornar público o texto foi tomada unicamente por Flávio, sem o conhecimento prévio do ex-presidente.
Os representantes de Bolsonaro ainda destacam que ele tem cumprido rigorosamente as restrições impostas pela Justiça, entre elas a proibição de uso de aparelhos de comunicação, de acesso a redes sociais e de divulgar declarações por meio de terceiros. De acordo com o documento, a carta foi escrita de forma privada e entregue ao filho durante uma visita autorizada, sem a intenção de divulgação.
A defesa mantém que a carta foi remetida em contexto privado, permanecendo sob sigilo até a leitura por Flávio, e reforça que não houve qualquer combinação que tenha levado à sua publicação. A situação segue sob avaliação no STF, com a versão apresentada pela defesa sendo mantida como principal justificativa para o episódio. E você, qual é a sua leitura sobre esse caso? Deixe sua opinião nos comentários.
